Hipotálamo dos cariocas sofre com temperaturas elevadas
Este verão no Rio de Janeiro não está sendo igual aos verões passados. Isso porque este mês de fevereiro é, até agora, o mais quente dos últimos 50 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a temperatura média registrada pelas estações metereológicas é até seis graus acima das de outros verões. A onda de calor por que passa o Rio já pode ser considerada histórica. “Em meio século, o Inpe registrou temperaturas acima de 40 graus apenas seis vezes: duas em novembro e três em fevereiro. O problema maior é a umidade. Com 40 graus e umidade de 20%, a sensação é de 39 graus Celsius. Mas, se a umidade subir para 50%, como anteontem, por exemplo, a sensação pode ultrapassar os 50 graus Celsius”, explica o metereologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec/Inpe), Giovanni Dolif.
E com essa sensação térmica quem sofre é o corpo que passa a evaporar menos suor, o que não é bom, porque este é o mecanismo que adotamos para perder calor. O hipotálamo é o nosso, digamos assim, termostato e programa o organismo para funcionar a 37 graus. De acordo com os médicos, temos receptores de frio e calor na pele, sensÃveis à s alterações térmicas do ambiente. Quando a temperatura do sangue aumenta, os vasos aproximam-se da superfÃcie da pele para eliminar calor. E a evaporação do suor é outro mecanismo. Para resfriar o corpo, é preciso tomar muito banho frio e beber muito lÃquido. Estes, aconselham os médicos, devem ser bebidos em temperatura menor do que a do ambiente (entre 15 e 22 graus). Além de água, é preciso repor sódio, e laranja e a água de coco são boas fontes. Não esquecer também de usar roupas confortáveis e de cor clara.
O hipotálamo, também constituÃdo de massa cinzenta, é o principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais, sendo um dos principais responsáveis pela homeostase ( equilÃbrio ) corporal. Ele também faz a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas. É o hipotálamo – que tem o tamanho de uma ervilha com cerca de 1/300 do peso total do cérebro – que controla a temperatura corporal, regula o apetite, o balanço de agua no corpo, o sono; está envolvido na emoção e no comportamento sexual. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA elaborou uma tabela, mostrando como o corpo reage a cada Ãndice registrado.
A “zona de conforto”, aquela ideal para nós, é de uma sensação térmica entre 22 e 24 graus. Hoje, o Rio está em um grau classificado como perigoso, em que o calor pode provocar insolação, cansaço, câimbras musculares, fadiga e exaustão. Segundo projeções pessimistas, a temperatura do Rio em 2100 oscilará entre 44 e 45 graus Celsius. Meus Deus!
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Publicado por Conceicao Costa







[...] que está centralizado numa área cerebral denominada núcleo supraquiasmático, localizado no hipotálamo na base do cérebro e acima das glândulas pituitárias. Esse relógio governa o apetite e o sono, [...]