Hipnose ajuda na cura de patologias modernas

A hipnose ericksoniana, criada pelo psiquiatra e psicoterapeuta Milton Hyland Erickson, nascido em Nevada, nos Estados Unidos, só chegou ao Brasil em meados dos anos 80 por meio de ex-alunos do médico. O método, baseado na hipnose, não tem nenhuma semelhança com o estado de transe profunda, ao contrário é um estado levemente alterado de consciência e percepção. E sua aplicação, anteriormente, restrita à medicina, vem ganhando espaço e conquistando também outros profissionais da área de saúde, como dentistas e psicólogos.
A técnica tem ajudado no tratamento de pacientes com diferentes sintomas, como fobia, síndrome do pânico, estresse, depressão, hiperatividade, diabetes e obesidade e os excelentes resultados alcançados estão surpreendendo os médicos. As únicas restrições para a prática da hipnose ericksoniana são em doentes psiquiátricos (esquizofrênicos, demência, alguns transtornos de personalidade) e em alguns casos de abuso de drogas (dependentes químicos).
Diferente da hipnose clássica, a ericksoniana é considerada uma hipnose natural, a pessoa por meio da respiração e da voz do terapeuta, que sugere instrumentos simbólicos, como cores e imagens, chega a um estado de “relaxamento e meditação” sem perder a consciência e sem ficar totalmente entregue, nas mãos do hipnotizador. O paciente deve ficar orientado e ter receptividade mental, porque é necessário que participe da sessão, paciente e tarapeuta devem interagir, o profissional não deve exercer domínio sobre o doente.
Cada pessoa é única, com suas características, sua forma de pensar, de sentir e de agir, ou seja, é o protagonista da própria história, a hipnose natural age auxiliando no acesso a estes recursos internos, muitas vezes em desuso, por meio de técnicas terapêuticas também específicas para o paciente.
No Brasil, apesar de nos últimos anos a hipnose ericksoniana ter ganho uma nova abordagem e aceitação, sua difusão ainda encontra resistência, embora venha diminuindo consideravelmente, sua aplicação ainda é bem inferior e menos difundida se comparada com dados dos Estados Unidos e de toda Europa.
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Publicado por Mondarto










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