Hepatite A: incidência em locais com falta de saneamento
Coloração amarelada da pele e dos olhos (icterícia), mal estar, cansaço ou fadiga, dor abdominal, falta de apetite, diarreia, naúseas, vômitos, febre, dores no corpo ou de cabeça, urina de colaração escura (tipo coca-cola) e fezes esbranquiçadas (tipo massa de vidraceiro) são os sintomas que podem variar de pessoa para pessoa, mas há algumas que não sentem nada – mais comuns da hepatite A.
A hepatite A é causada pelo vírus HAV que produz inflamação e necrose do fígado. É comumente transmitida através da ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de pessoas infectadas. A incidência de hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é deficiente ou inexistente. Uma vez infectada, a pessoa desenvolve imunidade contra seu vírus por toda a vida. Os estudos de prevalência no Brasil da doença na população através de exames sorológicos, demonstram uma redução dos índices de infecção pelo vírus da hepatite A.
A prevalência está em torno de 65%, enquanto 81% no México e 89% na República Dominicana. Os índices de infecção estão relacionados à idade e às condições sócio-econômicas das populações. No Brasil chegam a 95% em populações mais pobres e a 20% nas populações de classe média e alta. As áreas menos desenvolvidas apresentam risco ainda mais elevado. Também podem ser consideradas de risco elevado a periferia dos grandes centros urbanos e municípios onde a infraestrutura de saneamento básico (água e esgotos tratados) seja inexistente ou inadequada.
A detecção da doença se faz através de exame, mas não há tratamento específico. Normalmente o quadro de hepatite A se resolve espontaneamente em um ou dois meses. A doença não se torna crônica, diferentemente da hepatite B (vírus HBV) que pode evoluir para uma cirrose ou até câncer de fígado. Em alguns casos pode demorar seis meses para o vírus ser eliminado totalmente do organismo. A prevenção da hepatite A se dá através das seguintes recomendações: não comer frutos do mar crus ou mal cozidos; evitar o consumo de alimentos e bebidas dos quais não conhece a procedência e nem se sabe como foram preparados; lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro; beber água clorada ou fervida principalmente nas regiões em que o saneamento básico é deficiente.
Há dois tipos de vacinas contra a doença: uma deve ser aplicada em duas doses com intervalo de seis meses; a outra, em três doses administradas nesses seis meses. Essa vacina não faz parte do programa oficial de vacinação oferecido pelo Ministério da Saúde, mas deve ser administrada a partir do primeiro ano de vida. As crianças constituem grupo de risco importante, pois é geralmente na infância que se entra em contato com o vírus.
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Publicado por Conceicao Costa







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