Doença mais antiga do mundo, hanseníase

O Brasil, desde março de 2004 após a reestruturação do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, PNCH, tem alcançado êxito para eliminar do território nacional uma das doenças mais antigas do mundo: a hanseníase.
A doença tem suas referências mais remotas em 600 a.C. e procede da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas seu berço.
Infecciosa e crônica, a hanseníase atinge, principalmente, uma faixa etária economicamente ativa da população, fazendo estragos, muitas vezes irreversíveis, tornando a pessoa doente incapacitada para suas atividades.
Conhecida popularmente como lepra, embora o termo e a rotulação “leproso” tenham sido abolidos, é causada pelo bacilo Mycoabacterium leprae que penetra na célula nervosa e também na pele e, apesar dos danos severos que causa, tem tratamento.
Os sintomas mais característicos da doença são o aparecimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade; queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato, por isso a pessoa se queima ou se machuca sem perceber. Há também dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; inchaço de mãos e pés; febre; emagrecimento e dor nas juntas. O surgimento das manchas é mais comum em áreas do corpo como mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas.
Não há prevenção para a doença, embora existam medidas que podem evitar as incapacidades como, por exemplo, o diagnóstico precoce e a vacina da BCG, dentre outras. É fundamental o diagnóstico no início da doença, porque ao começar o tratamento o doente não é mais um transmissor da hanseníase e com sua adesão não se faz necessário o afastamento do paciente do convívio social, do trabalho e muito menos do convívio familiar.
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Publicado por Mondarto







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