Hanseníase: Brasil não cumpriu meta da OMS
O Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não conseguiu cumprir a meta, firmada em 1991, de ter um caso de hanseníase para cada 10 mil habitantes até 2005. Na mesma situação estão o Nepal e o Timor Leste. De acordo com dados da OMS, o Brasil fechou o ano de 2008 com 39 mil novos casos de hanseníase diagnosticados, atrás apenas da Índia, responsável por 54% de todos os 249 mil casos registrados no mundo. Com uma população de 190 milhões de habitantes, em 2007 o país tinha 21,94 casos para cada 100 mil habitantes. Mesmo com cura, a hanseníase ainda se espalha pelo país. Nas Américas, ainda segundo a OMS, o Brasil é líder no ranking de novos casos: foram 44,4 mil em 2006, dos 47,6 mil diagnosticados em 51 países.
O Ministério da Saúde reconhece que a meta não foi cumprida, mas afirma que a taxa de prevalência da doença vem decrescendo desde 2007. Segundo dados do ministério, em 1994 foram registrados 3.055 caso em menores de 15 anos. Em 2007, foram 2.148. O Ministério da Saúde não prega mais a eliminação da doença, e sim o controle. A principal meta do governo é diminuir a taxa de detecção em 10% entre 2009 e 2011. Uma das enfermidades mais antigas do mundo, a hanseníase passou a ter cura na década de 40, quando as pessoas eram isoladas compulsoriamente. A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica, tendo como agente etiológico o Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, que atinge a pele e o sistema nervoso. A transmissão do bacilo é feita por vias aéreas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Centro-Oeste, Norte e Nordeste são as regiões que têm taxas altas da doença. Em 2008, no Tocantis, foram registrados 103 casos para cada 100 mil habitantes. O monitoramento da doença no país é feito através de 10 clusters ( regiões). Dos 1.173 municípios, onde residem 17% de toda a população, 53,5% de todos os casos entre 2005 e 2007. O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Mohran) percorre o país inteiro conversando com as pessoas e elas têm reclamado da falta de remédios e da burocracia no tratamento. Desde a década de 90, a OMS distribui a medicação de graça. Segundo o coordenador do Mohran, Artur Custódio, isso acontece porque mesmo sendo obrigados a notificar todos os casos, alguns médicos não o cumprem, o que faz com que remédios faltem, especialmente no interior. Além disso, de acordo com o coordenador, em estados do Sul, o tratamento que deve levar no máximo um ano, leva 36 meses porque os pacientes acham que assim ficarão mais curados.
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Publicado por Conceicao Costa







[...] de Direitos Humanos, vai estudar o pagamento de indenização a filhos de ex-portadores de hanseníase que foram separados dos pais por causa do isolamento compulsório dos doentes entre 1923 e [...]
ha uns 30 anos atras tive essa doeça fiquei internada uns 6 mese isolada
hoje nao tenho alguns dedos e muito problema nos pès gostaria de saber como adquirir essa endenizaçao
obrigada