Ginkgo biloba é ineficaz, diz estudo
O tiro saiu pela culatra. O objetivo de os pesquisadores americanos era provar que o ginkgo biloba possuÃa efeitos benéficos na preservação das funções cerebrais de três mil idosos com mais de 72 anos. Só que depois de seis anos de estudos, os pesquisadores descobriram que a planta não surtia o efeito desejado. Muito pelo contrário: eles descobriram que o fitoterápico – muito usado na medicina chinesa – não é capaz de impedir o declÃnio cognitivo.
Antes dessa pesquisa – que levou seis anos sendo o maior e mais longo estudo já realizado sobre o ginkgo biloba – acreditava-se que a erva medicinal tivesse propriedades antioxidantes e antiinflamatórias que seriam capazes de proteger as membranas celulares, atuando também nos neurotransmissores cerebrais. Para testar a eficiência do ginkgo biloba sobre a memória e atividade mental, o coordenador do estudo, Steven T. Dekosky, da Universidade da VirgÃnia, nos Estados Unidos, e sua equipe dividiram em grupos mais de três mil idosos que tomaram 120 miligramas do produto e também placebo (remédio inerte), duas vezes ao dia, tendo as suas capacidades cognitivas testadas rotineiramente.
Os pesquisadores constataram depois de seis anos que os idosos que tomaram a planta não apresentaram evidências de que o produto fosse capaz de deter o retardar declÃnios na memória, fala, concentração, pensamento abstrato e outras funções. ConcluÃram, frustradamente, que o ginkgo biloba não apresenta nenhum benefÃcio, pois eles foram os mesmos na planta e no placebo, independente do sexo, idade e da raça dos voluntários.
Nos Estados Unidos, as empresas que comercializam o produto, com a promessa de que o suplemento ajuda a ativar a memória, estão em pavorosa com a divulgação do estudo. na edição de fim de ano do “Journal of the American Medical Association“. E não é para menos. Elas faturam por ano US$ 250 milhões. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que a planta é registrada no Brasil como medicamento fitoterápico e que é usado no tratamento de vertigens, zumbidos e insuficiência vascular cerebral. Outra pesquisa sobre o ginkgo biloba está sendo realizada na França.
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Publicado por Conceicao Costa







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