Fumacê contra a dengue
O aumento do número de casos de dengue no país colocará em ação uma antiga medida: o fumacê. Para evitar uma explosão de casos da doença durante o verão, as autoridades de saúde do Rio de Janeiro utilizarão o fumacê, método que há cerca de 15 anos só é empregado em casos de epidemia de dengue e não como prevenção.
A efetivação do serviço como estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti aguarda uma nota técnica do Ministério da Saúde, que além de justificar a necessidade do fumacê, vai nortear a forma como ele será utilizado.
A medida foi impulsionada pelo aumento do número de casos da doença. Nos meses de janeiro a julho deste ano, já foram registradas 22.600 vítimas da dengue, mais do que em todo o ano de 2009, quando 12.320 tiveram diagnosticada a doença. O número de óbitos também cresceu numa proporção preocupante: até julho, foram confirmadas 33 mortes, contra as 14 de todo o ano passado.
No estado do Rio de Janeiro a situação é muito preocupante. De acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em maio, 46% dos municípios estão em alerta para a ocorrência de surto ou epidemia de dengue. Eles apresentaram índice entre 1% e 3,9%, quando o tolerável, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é de até 1%.
Outra apreensão das autoridades de saúde é com a possibilidade de uma epidemia sem precedentes porque o vírus 1 da dengue, que não fazia vítimas no estado há mais de 20 anos, voltou a circular.
Em outros estados, o vírus 1, apesar de ser considerado menos agressivo, tem provocado casos graves da doença. Além disso, já foram confirmados em Roraima casos do vírus 4 da dengue, que não existia no Brasil. Os especialistas afirmam que não é possível prever se este vírus chegará ao Rio, mas se isso acontecer, encontrará toda a população vulnerável.
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Publicado por Mondarto







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