Exercícios prolongam sensação de euforia e evitam câncer
A prática de exercícios e atividades físicas sempre foi aceita como fator de bem estar e qualidade de vida sem que houvessem grandes esforços para entender este fato. Agora, dois estudos divulgados quase simultaneamente por uma universidade americana e duas finlandesas mostram os benefícios químicos e biológicos da prática física, sobretudo aeróbica. A primeira pesquisa, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Vermont, Estados Unidos, prova cientificamente que a os exercícios são capazes de proporcionar uma sensação prolongada de bem estar. Dias depois, cientistas das universidades de Kuopio e Oulu, ambas localizadas na Finlândia, demonstraram que o exercício regular também reduz pela metade os riscos de desenvolvimento de câncer.
Nos EUA, pesquisadores observaram 48 pessoas até chegar à conclusão de que as endorfinas, neuro-hormônios responsáveis pela sensação de euforia, permanecem ativas em algumas localidades específicas do organismo por até 12 horas entre os que fizeram pelo menos 20 minutos de treino aeróbico. Especialistas acreditam que, enquanto a concentração das moléculas de endorfina despenca muito rápido na circulação, na região cerebral ela tenderia a se estender por um período de tempo maior.
As endorfinas sempre foram conhecidas por sua ação química contra tristeza e desânimo, além das propriedades de fortalecimento mental, imunológico e cognitivo. Elas agem conduzindo impulsos elétricos entre os neurônios. Ainda não se tem certeza de como o mecanismo de liberação funciona, mas especula-se que a ativação ocorra na hipófise a partir do aumento da circulação sanguínea e da temperatura corporal que ocorrem durante a atividade física, ou para aliviar a fadiga muscular, também durante os exercícios.
Se a pessoa decidir aumentar para 30 minutinhos o exercício diário, ela vai reduzir em 50% sua exposição a riscos cancerígenos. É o que foi constatado na Finlândia, após 17 anos de acompanhamento de mais de 2,5 mil homens com idades entre 42 e 61 anos. Eles chegaram aesta conclusão mensurando em unidades metabólicas (MET) a quantidade de oxigênio consumida durante a prática de exercícios. Os 181 voluntários que faleceram em decorrência de algum tipo de câncer eram os que tinham menores índices de MET em seus prontuários. Os tipos mais frequentes da doença foram cânceres de pulmão, próstata, cérebro, na região gastrointestinal e nos nódulos linfáticos.
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Publicado por Angela Arraya







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