Exercício diminui danos do colesterol ruim
Exercícios físicos são indicados para quase todos os tipos de tratamento e prevenção que se conhece hoje, sendo talvez uma das únicas unanimidades a respeito das quais concordam tanto médicos tradicionais, homeopatas, terapeutas holísticos, etc. Apesar disso, muita gente ainda reclama que não consegue ver os benefícios concretos de tantas caminhadas, alongamentos, etc. O mais recente estudo divulgado pelo Instituto do Coração (InCor), localizado em São Paulo, mostra que talvez estas pessoas estejam procurando os benefícios em lugares errados. Um estudo que acompanhou 40 pessoas sedentárias mostrou que a atividade física regular pode modificar a estrutura do colesterol ruim (também conhecido como LDL), diminuindo seus riscos.
Das pessoas estudadas, 30 sofriam de síndrome metabólica (risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares e/ou diabetes mellitus tipo II). A maior parte delas foi submetida a 45 minutos diários de exercícios na bicicleta ergométrica três vezes por semana. No inicio, a equipe queria quantificar a quantidade das moléculas de LDL após a prática de exercícios, mas descobriu-se que esse dado sofre poucas alterações com o exercício. Em compensação, houve uma diminuição considerável na densidade das moléculas de colesterol ruim, que por sua vez ficava impossibilitado de se depositar nas paredes dos vasos.
Esse dado é extremamente importante para incentivar aquelas pessoas que desanimam dos exercícios quando vão ao cardiologista e constatam que o nível do colesterol não diminuiu. Realmente, pode até não ter reduzido a quantidade de LDL, mas a simples impossibilidade de deposição já e um dado de extrema relevância, e indica que pelo menos seu colesterol está “menos tóxico”. Os pesquisadores também constataram que as taxas de triglicerídeos caíram e a resistência à oxidação do LDL aumentou. A oxidação é justamente o processo que pode desencadear o acumulo de LDL e a formação de placas de gordura nas paredes dos vasos, e os triglicerídeos são uma forma de gordura que figuram entre fatores de risco para desenvolver doenças cardíacas.
O estudo completo foi apresentado na ultima semana no Congresso Europeu de Cardiologia, realizado na Espanha. Ilustrações de Kymberly Vohsen.
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Publicado por Angela Arraya







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