Exame cerebral pode detectar mal de Alzheimer
Um novo exame de imagem cerebral pode detectar as placas, sinal fÃsico caracterÃstico do mal de Alzheimer. Os exames foram desenvolvidos por uma empresa da Filadélfia, a Avid Radiopharmaceuticals, e, de forma independente, pela Bayer e General Electric.
Atualmente, a única forma definitiva de diagnosticar Alzheimer é a busca pela placa através de autópsia cerebral que ocorre somente após a morte do paciente. Com a nova técnica os médicos poderão ver a placa enquanto o paciente ainda está vivo, aprimorando o diagnóstico e ajudando em pesquisa de drogas para interromper ou desacelerar o seu acúmulo.
As placas são protuberâncias microscópicas feitas de uma proteÃna, a amilioide beta, que aparece na superfÃcie do cérebro em áreas envolvidas com o aprendizado e a memória. E para visualizá-las no cérebro a nova técnica  utiliza contraste radioativo com um exame de tomografia de emissão de pósitron.
Para comparar os exames de imagem com os resultados da autópsia, a empresa examinou o cérebro de 35 pessoas em casas de repouso com previsão de morrer em seis meses. Algumas tinham Alzheimer, outras, não. Após a morte dos pacientes, seus cérebros foram enviados para exames patológicos e análise das placas.
Em 34 de 35 pacientes, o exame de tomografia de emissão de pósitron e o relatório computadorizado de patologia concordavam. Em um paciente que tinha Alzheimer, o patologista e o radiologista que analisaram o exame não viram muita placa, mas a análise computadorizada do exame e os dois relatórios de autópsia acusaram a presença de placas.
Além disso, a empresa realizou exames de imagem no cérebro de 76 pessoas mais jovens que não tinham previsão de apresentar placas cerebrais. Nenhuma apresentou. Fato que serviu de confirmação.
O desafio agora será confirmar se os exames podem prever com precisão se as pessoas estão desenvolvendo Alzheimer antes de apresentar os sintomas.
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Publicado por Mondarto







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