Estudo mostra que 64% das universitárias estão insatisfeitas com o próprio corpo
Conforme os anos passam, os ideais em relação ao corpo se modificam. Muitas curvas, poucas curvas, nenhuma curva. O gosto universal varia conforme a época, a moda e seus representantes. No meio do século passado se firmou a imagem de magreza para as mulheres e músculos para os homens.
O sobrepeso se tornou algo indesejável e discriminado pela sociedade e assim, sinal de preguiça e falta de disciplina e motivação. Porém, os ideais comparados às modelos magérrimas são inatingíveis para a maioria das pessoas e isso leva a uma pressão psicológica para que todos cheguem a determinado número na balança. Isso faz com que alguns indivíduos recorram às tentativas extremas de controle de peso.
No sentido de tentar entender quais fatores tem papel no desenvolvimento e na manutenção dos distúrbios da imagem corporal e dos transtornos alimentares, uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) mostrou que 64,4% das universitárias gostariam de ser menores do que a sua figura atual. Na região Norte foram apontados os menores padrões e na região Centro-Oeste, os maiores. O resultado foi bastante expressivo, com apenas pequenas diferenças regionais e sociodemográficas.

O objetivo da pesquisa é avaliar a insatisfação corporal de universitárias. Foram avaliadas 2.402 mulheres das cinco regiões do país e analisados os seguintes pontos: idade, estado nutricional, renda e grau de escolaridade do chefe da família. O método de avaliação foi a Escala de Silhuetas de Stunkard, e as variáveis foram analisadas através dos coeficientes Pearson e Spearman.
Segundo a pesquisa, “a imagem corporal é definida como a imagem que se tem na mente sobre o tamanho e a forma do próprio corpo, incluindo sentimentos em relação a essas características e as partes constituintes do corpo.” Sendo assim, os pesquisadores chegaram à conclusão de que as universitárias têm uma visão razoável do seu tamanho atual, sem influenciar na escolha de figura saudável e ideal. Entretanto, o grau de insatisfação encontrado entre as mulheres mais perto do ideal atual – 47,8% escolheram ideais menores do que o seu – deve ser avaliado pelas campanhas de saúde e educação sobre nutrição, comportamento e bem-estar.
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Publicado por Regina







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