Estresse, pesquisador americano ensina como lidar com ele
O mundo acelerado de hoje, de telefones celulares, e-mails, co
rreio de voz, longas jornadas de trabalho, fins de semana agitados e trânsito estão deixando as pessoas estressadas. A essa vida agitada dependente da tecnologia o psicólogo da saúde americano Brian Luke Seaward, especialista em estresse, deu o nome de tecnoestresse. Segundo ele, o corpo não foi projetado para ficar ligado 24 horas, sete vezes por semana, ou para a pessoa se sentar em frente a um terminal de computador oito, 12 ou 14 horas ao dia. O psicólogo, professor da Universidade de Illinois e de outras instituições americanas, diz que antes se pensava que computador, celulares, palmtops dariam mais tempo de lazer, mas, em vez disso, nos tornamos escravos desses aparelhos.
Para o especialista nos domínios da gestão do estresse não há separação de corpo e mente, corpo e espírito. As doenças têm um componente emocional, e a associação de estresse e doença é enorme, desde um resfriado a câncer. Há também, segundo ele, relação entre estresse e depressão, por causa das questões não resolvidas e profundamente enraizadas no subconsciente. Quando a tensão emocional passa do ponto, de acordo com Brian, e permanece desequilibrando todo o organismo provoca doenças como câncer e depressão. Isso se torna mais perigoso em pessoas que vivem num ritmo acelerado e dependentes de aparelhos tecnológicos.
Mas nem tudo está perdido. Para Brian Luke é possível alcançar o equilíbrio entre estresse positivo e negativo, a partir de mudanças de comportamentos e uso de várias técnicas de relaxamento (como a hatha ioga) meditação, musicoterapia, exercícios e orientação nutricional. O autor do livro “Stress – aprenda a lidar com as tensões do dia-a-dia e melhore sua qualidade de vida” diz que controlar a tensão é possível, mas reconmhece que esse é um grande desafio par a maioria das pessoas. Para vencê-lo, é preciso primeiro conhecer os tipos de estresse, nem todos ruins. Sim, para o psicólogo nem todo estresse é ruim.
Ele cita o eustresse como o “melhor” estresse que aparece em qualquer situação animadora, como ficar apaixonado, encontrar um ídolo. Já o neutresse é a informação ou estímulo pouco importante. Por exemplo, saber de um acidente num lugar distante. Enquanto o distresse é a interpretação desfavorável oi negativa de algo, o que chamamos de estresse. E mais características genéticas ou biológicas, a maneira como aprendemos a reagir a essas situações é que faz a diferença. Inclusive, isso, segundo o psicólogo, começa na infância. Ele aconselha que a decisão número um é criar limites para tudo, desde o uso do celular ao hábito de ler e-mails. Além de ter oito horas de sono diárias, nutrientes saudáveis e exercícios físicos para o processo metabólico e regulação interna do corpo.
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Publicado por Conceicao Costa







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