Medula óssea de brasileiros será doada
Diversos representantes do Instituto Nacional de Câncer (Inca), da Fundação do Câncer, no Rio de Janeiro, referência da doença no Brasil e do National Marrow Donor Program (NMDP), nos Estados Unidos, debateram as normas, dificuldades e vantagens do acordo que viabiliza a doação de medula óssea de brasileiros para buscas internacionais. O convênio para tal prática já foi assinado pelas partes há dez meses embora, até o momento, sete pacientes estrangeiros somente receberam doações do Brasil.
Durante o encontro, o grupo discutiu o envio de amostras de sangue para testes de compatibilidade, feitos nos Estados Unidos, a melhoria da qualidade dos exames de ambas as partes e a integração dos sistemas entre os dois paÃses.
O diretor de desenvolvimento estratégico do National Marrow Donor Program, Michael Boo, afirma que o próximo passo a ser dado será levar as doações brasileiras a pacientes de outros paÃses do mundo e não só aos Estados Unidos. O médico do NMDP acredita que com a diversidade étnica brasileira e a quantidade de pessoas inscritas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), será viável promover muito mais doações para todo o mundo.
Outro tema tratado pelos representantes dos órgãos foi o envio de células do sangue do cordão umbilical, também previsto no convênio firmado. De acordo com Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA, com o aumento das unidades de sangue de cordão existentes em território nacional se faz necessário agilizar o envio para o exterior. A disponibilidade destas células é mais rápida que a de medula óssea, explica Luis Fernando Bouzas.
O convênio com o NMDP prevê que a cobrança da busca de doadores internacionais para pacientes brasileiros, exames confirmatórios de compatibilidade, internação do doador e retirada da medula seja feita pelo REDOME. Atualmente essas despesas estão a cargo do Ministério da Saúde, que gasta R$ 6 milhões com estes procedimentos. O valor economizado pelo ministério poderá ser investido em melhorias no sistema de transplante de medula óssea, por exemplo.
O REDOME é o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, com 1,4 milhões de doadores cadastrados. O Brasil fica atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (cinco milhões de doadores) e da Alemanha (três milhões de doadores). Â
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Publicado por Mondarto







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