Epilepsia: pouca informação, muitos preconceitos
Apesar de a epilepsia ser bastante estudada nos meios acadêmicos, ela ainda encontra resistência na população em geral que tem pouco conhecimento sobre epilepsia, estigmatizando e discriminando os portadores do distúrbio. A sociedade muitas vezes não confere às pessoas com epilepsia as mesmas oportunidades das outras. Sabe-se que a maioria dos indivíduos com epilepsia tem inteligência normal, a exemplo de Machado de Assis, Flaubert e Dostoiévski.
A epilepsia é um distúrbio que afeta o cérebro e se expressa por crises repetidas caracterizadas por manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Não se trata de uma doença específica ou uma síndrome única, mas de um conjunto de condições neurológicas que levam a descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro. Essas descargas desencadeiam as crises epilépticas. Há uma queda abrupta, perda súbita de consciência, movimentos desordenados da musculatura corporal bruscos e involuntários (agita-se todo o corpo, com batimentos de cabeça, braços e pernas, e a face fica retorcida, simulando expressões faciais agressivas, com olhos revirados para cima).
Estima-se que 2% da população mundial tenha epilepsia. Apesar de a maioria das pessoas apresentar formas benignas da epilepsia que serão tratadas apenas com um tipo de medicamento. As crises são classificadas como parciais simples, parciais complexas e generalizadas. As parciais simples não provocam alteração de consciência manifestam-se como eventos visuais, motores, autonômicos ou sensoriais. A forma parcial complexa caracteriza-se por uma mudança de consciência definida como incapacidade de responder normalmente a estímulos externos. Nas crises generalizadas as descargas neuronais são bilaterais. Envolvem, simultaneamente, amplas áreas de ambos os hemisférios cerebrais. A cosnciência é quase sempre comprometida e as manifestações motoras afetam os dois lados do corpo. As crises podem ser convulsivas (com fenômenos motores) ou não.
O diagnóstico é feito através de exames de eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem. As causas da epilepsia são desconhecidas, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas. Geralmente, a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. Foi-se o tempo que a epilepsia era sinônimo de gardenal, apesar de tal medicamento ainda ser prescrito em certos pacientes. As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Existe ainda uma dieta especial, hipercalórica rica em lipídeos que é utilizada geralmente em crianças e deve ser bem orientada por profissional competente.
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Publicado por Conceicao Costa







[...] de São Paulo (Unifesp) observaram que o nutriente regenerou neurônios, e pode ser útil contra epilepsias. Há evidências, segundo os cientistas, de que esses ácido graxo poliinsaturado faz bem a pessoas [...]
olá poderia publicar um artigo sobre epilepsia e preconceitos.
grata