Epidemia de obesidade está ligada à imobilidade do homem moderno
Hei! Você que está agora diante do computador há várias horas, saiba que isso pode ser ruim para a sua silhueta e saúde. Há o risco de engordar e de desenvolver problemas cardÃacos e doenças como diabetes. O corpo do Homo sapiens foi moldado para o movimento. Para caçar, nadar, plantar e, sobretudo, caminhar. É o que diz o endocrinologista James Levine, da ClÃnica Mayo, em Rochester, nos EUA, que há dez anos estuda o papel dos movimentos cotidianos (atividades que queimam calorias mas não são exercÃcios fÃsicos) em nosso metabolismo. “Estamos cada vez mais sedentários. Atualmente, a maioria da população passa grande parte do tempo sentada. São, em média, de 10 a 15 horas por dia no carro ou ônibus, no trabalho, em frente à TV. Sem falar nas horas de sono.”, diz o médico.
Seja ativo! Caminhe. Eis a receita do endocrinologista. Para queimarmos as indesejáveis calorias, a proposta do médico é que, em vez de cortarmos muito na comida para queimar mais, aumentemos nossas atividades fÃsicas. Mas ele não está falando necessariamente de exercÃcios em academia, mas sim de andar normalmente por uma hora pela manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite. Com esse pique, segundo ele, você passa a perder muito peso – até dez quilos por mês. O médico não é contra as academias, claro. O que ele quer dizer é que não é preciso ter dinheiro para ser saudável. Todos podem ser saudáveis.
Quando introduzimos em nosso cotidiano o que o endocrinologista chama de atividades Neat (sigla em inglês criada por ele para definir atividades que fazem o corpo produzir calor, ou seja, que queimam calorias, mas não são exercÃcios) nós criamos um balanço negativo de energia, por isso é que começamos a perder tecido gorduroso e peso. Além disso, segundo James Levine, ocorre um processo ainda não totalmente explicado de redução de apetite. “Quando as pessoas aumentam as atividades Neat, elas começam, naturalmente, a reduzir a comida. Com isso, o processo de emagrecimento fica mais fácil”, diz. Para o médico, nós perdemos o impulso de nos mover quando somos comparados aos nossos ancestrais. “Eles queimavam tudo o que ingeriam se deslocando, buscando alimento, procurando abrigo, se reproduzindo. Alteramos a nossa maneira natural de viver e nos aprisionamos em cadeiras, atrás de computadores. E continuamos comendo a mesma quantidade (ou até bem mais, graças aos alimentos processados). A solução deve ser nos tornarmos mais ativos”, conclui Levine.
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Publicado por Conceicao Costa







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