Epidemia da gripe H1N1 ainda existe, segundo OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira, 3, que a epidemia da gripe H1N1 ainda não acabou apesar de a sua fase mais tensa já ter passado em várias partes do mundo.
A diretora geral da OMS, Margaret Chan, declarou em nota à imprensa, que o comitê de emergência da instituição – 15 consultores externos – considera essencial que todos os países mantenham a atenção em relação à gripe H1N1. Segundo a diretora, as atividades de controle desta epidemia vão continuar até julho, quando o comitê se reunirá novamente para avaliar os novos resultados. Desde junho de 2009 a pandemia da gripe suína esta no indicador seis, o topo da escala de atenção e deve permanecer neste nível até a nova reunião.
Este comitê se reuniu na última terça, 1º, por teleconferência, porém os resultados definitivos só foram divulgados hoje pela organização.
De acordo com a declaração, o vírus da gripe H1N1 permanece uma ameaça principalmente nas pessoas mais vulneráveis, como grávidas, portadores de doenças respiratórias e crianças, e dessa forma, a vacinação continua recomendável para esses grupos.
A permanência de epidemia pela OMS irá afetar como os 193 países filiados à entidade reagem à doença, especialmente nas campanhas de vacina e antivirais.
Dados da OMS confirmam que o vírus da gripe H1N1 é o que circula de maneira predominante no mundo, com aproximadamente 18 mil mortes em um ano, contudo possui uma taxa de mortalidade menor do que a gripe normal, que matou 500 mil pessoas no mesmo período. Entretanto, o motivo da permanência de epidemia da gripe suína se deve ao fato de que o inverno está para começar no Hemisfério Sul, aumentando as chances de mais pessoas contraírem este vírus.
A gripe A ou H1N1 – também chamada popularmente de “suína” – foi descoberta em abril de 2009 nos Estados Unidos e declarada epidemia no dia 11 de junho.
CAMPANHA DE VACINAÇÃO
Terminou na última quarta, dia 2, a campanha nacional de vacinação contra a gripe
H1N1, com 73.205.076 pessoas imunizadas, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse número de imunizados representa 37% da população brasileira, proporcionalmente, a maior campanha do mundo. Os Estados Unidos vacinaram 24% da sua população; México, 20%; Suíça, 17%; França, 8% e Alemanha, 6%.
Apesar da meta nacional de vacinar no mínimo 80% do público-alvo ter sido atingida em alguns grupos, outros deixaram a desejar. Por esse motivo, o Ministério da Saúde determinou que todos os municípios devem continuar a campanha para os grupos que não atingiram a meta. Na próxima semana será divulgado um balanço com os dados da campanha.
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Publicado por Regina







BBC: Especialistas em gripe suína da OMS trabalhavam para a indústria farmacêuticas
Os principais cientistas por trás dos conselhos da OMS sobre estocar de medicamentos contra a gripe H1N1 tinham vínculos financeiros com empresas fabricantes de tais medicamentos, concluiu uma investigação.
O BMJ – Jornal Britânico de Medicina – diz que os cientistas tinham declarado abertamente esses interesses em outras publicações e ainda assim a OMS não fez qualquer menção sobre estas ligações.
Esta notícia vem ao mesmo tempo que um relatório do Conselho da Europa criticando a falta de transparência em torno do tratamento da pandemia da gripe suína.
Fontes:
BBS: WHO swine flu experts ‘linked’ with drug companies
http://news.bbc.co.uk/1/hi/health/10235558.stm
British Medical Journal: Conflicts of Interest
WHO and the pandemic flu “conspiracies”
http://www.bmj.com/cgi/content/extract/340/jun03_4/c2912
Traducao:
http://www.anovaordemmundial.com/2010/06/bbc-especialistas-em-gripe-suina-da-oms.html
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