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Enxaqueca afeta mais mulheres e exige cuidados por toda a vida

Por Mondarto, em Neurologia.

enxaqueca1 199x300 Enxaqueca afeta mais mulheres e exige cuidados por toda a vidaUma dor de cabeça que não lhe permite abrir os olhos ou sair da cama pode ser um sintoma nada agradável de enxaqueca. E o pior, poderá exigir cuidados por toda a vida.

A enxaqueca é uma doença genética, química e crônica que provoca dor. Dentre os sintomas mais comuns, tanto em homens como em mulheres, está a dor forte ou latejante, na região da testa e nas têmporas, piorando se a pessoa fizer esforço físico. Porém, antes de se manifestar, a enxaqueca dá alguns sinais de alerta, como por exemplo, febre alta, dor acompanhada de vômito ou com alterações na visão ou com rigidez no pescoço. Segundo o neurologista especializado em dores de cabeça, Abouch Krymchantowski, este quadro, independente da fase da vida e do sexo, indica a chegada da enxaqueca.

As crises de dor também podem ser provocadas por fatores de risco que agravam os sintomas e se manifestam no portador de enxaqueca de forma mais agressiva. Alguns alimentos e bebidas, dentre eles os chocolates, produtos com corantes artificiais ou em conserva e bebidas com alto teor alcoólico, que associados a componentes emocionais, como estresse, ansiedade e mau sono, podem gerar  a dor de cabeça. Para a mulher soma-se a tudo isso, em comparação ao homem, outro agravante: a oscilação hormonal. 

A variação dos níveis de estrogênio no sangue faz com que, desde a puberdade, a mulher portadora de enxaqueca possa apresentar dores no período pré, durante e após a menstruação. As que usam pílulas anticoncepcionais são ainda mais propensas às crises, já que no intervalo do remédio, a quantidade de estrogênio no sangue cai mais bruscamente. 

Nas mulheres as diferentes fases da vida também interferem diretamente no tratamento da enxaqueca. Para o médico Abouch Krymchantowski, deve-se adequar o tratamento levando-se em conta o período fértil, gravidez, amamentação e menopausa.  As mulheres grávidas ou amamentando, por exemplo, não podem usar os mesmos medicamentos que as não mais férteis, explica Abouch.

O neurologista recomenda às pessoas que apresentam dor de cabeça pelo menos uma vez por semana, de forma realmente incômoda ou incapacitante, que procurem um médico. O mesmo vale para quem não costumava ter dor forte antes, alerta Abouch.



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