Efeito placebo não é só psicológico
Mesmo com todo o avanço da cência, o efeito placebo ainda permanece um mistério. A palavra placebo é derivada do latim, do verbo “placere” que significa agradar. Então, o placebo é como se chama um remédio ou procedimento inerte (falta de ação), e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está sendo tratado. O dicionário médico Hooper cita o placebo como o nome dado a qualquer medicamento administrado mais para agradar do que beneficiar o paciente. Exemplo: um compromido de vitamina C pode aliviar a dor de cabeça de quem acredite estar ingerindo um analgésico.
Tradicionalmente, os especialistas acreditavam que o efeito placebo seria unicamente psicológico, mas cientistas alemães publicaram na “Science” que o efeito tem um importante componente fÃsico: a medula espinhal. Usando uma sofisticada tecnologia de geração de imagens, os pesquisadores descobriram, recentemente, que o simples fato de acreditar que um tratamento para dor é eficaz induz, de fato,à redução do incômodo por meio da ativação de uma área especÃfica da medula espinhal, o chifre dorsal – o que revela a atuação de um poderoso mecanismo biológico.
Os cientistas aproximaram uma fonte de intenso calor do braço de 15 homens e compararam as respostas, na medula, entre os que achavam ter recebido um creme analgésico e os demais. Os cremes usados, na verdade, eram placebos, ou seja, sem nenhum efeito. Mas os exames registraram que a atividade nervosa foi significativamente reduzida nos homens que acreditavam ter recebido o analgésico. A descoberta pode ajudar na busca por formas mais eficientes de tratar diversos tipos de dor, inclusive a crônica.
O que ativa exatamente a região da medula quando o placebo é usado não está ainda determinado. Mas os especialistas suspeitam que um coquetel de substâncias quÃmicas presentes naturalmente no organismo, como noradrenalina e serotonina, entre em ação.
7 Comentários
Publicado por Conceicao Costa










[...] pesquisadores aplicaram o orlistat no lugar do liraglutide e em outro grupo foi dado injeção de placebo, sem nenhum composto [...]
[...] Voluntários que tomaram a substância tiveram uma perda considerável, de cerca de sete quilos, em 20 semanas. a quantidade de peso perdida foi quase três vezes maior do que a de um grupo de controle e cerca de 50% maior do que a registrada em pacientes que foram tratados com um outro remédio, lÃder do mercado no tratamento de obesidade. O estudo foi conduzido com 564 adultos, com Ãndice de massa corporal superior a 30 (obesos), tratados em 19 hospitais na Europa. Os voluntários foram colocados em uma dieta contendo 500 calorias a menos do que o que precisavam diariamente, combinada com uma programação de exercÃcios fÃsicos, além do uso de liraglutina (em quatro doses diferentes) ou orlistat (conhecido como Xenical, o mais popular tratamento contra obesidade) e placebo. [...]
[...] Mas para o paciente ser hipnotizado, não basta apenas alguém para hipnotizar, o paciente deverá acreditar nesse processo de hipnose e querer ser [...]
[...] anos, foi premiado no “Prêmio Saúde 2009″, e seu objetivo foi avaliar a ação do efeito placebo (substância inócua) contra a impotência, uma das principais queixas em homens a partir de 40 [...]
[...] que o ginkgo biloba não apresenta nenhum benefÃcio, pois elesf oram os mesmos na planta e no placebo, independente do sexo, idade e da raça dos [...]
[...] cientistas descobriram que esses medicamentos comparados com placebos causavam alÃvio mais acentuado nos sintomas de depressão grave, com pontuação de 25 ou mais na [...]
[...] avanço do debate cietnÃfico sobre a forma como a homeopatia funciona. Os manifestantes criticam o efeito placebo (sugestivo) da homeopatia. Para eles, algo diluÃdo e agitado várias vezes não funciona. A [...]