Droga alucinógena é testada contra a depressão
A aplicação de ”drogas” com fins terapêuticos é uma polêmica discutida há muitos anos entre médicos, cientistas e autoridades de saúde em todo o mundo. E um desdobramento do assunto está em pauta em diversos congressos: o uso de substâncias alucinógenas para algumas doenças, por exemplo, contra problemas como depressão, transtorno obssessivo-compulsivo, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático.
As substâncias alucinógenas são as encontradas em vários tipos de cogumelos, como o da espécie Psilocybe semilanceata que contém psilocibina, elemento que vem sendo estudado para o combate à depressão. Os efeitos desses alcalóides são bastante parecidos com o do LSD, motivo de curiosidade e de horas de estudos de cientistas há décadas que buscam a sua função terapêutica, mas interrompidas também por muito tempo devido aos abusos cometidos na década de 60.
Entretanto, cientistas de quatro universidades de excelência e reconhecidamente sérias, como Johns Hopkins, Harvard, New York University e Universidade da Califórnia retomaram as pesquisas e apresentam novos dados.
De acordo com os estudos da Johns Hopkins University, a psilocibina, princípio ativo do cogumelo, quando ingerida, faz com que ocorram mudanças positivas no comportamento humano, no humor e nas atitudes. Estes efeitos, ainda segundo os pesquisadores, duram meses após a ingestão da droga.
A pesquisa foi realizada com 36 pessoas, divididas em dois grupos de participantes, por mais de um ano. Divididos em dois grupos, a um deles, o grupo controle, foi dado somente placebo e ao outro a droga. Verificou-se que todos os voluntários que tomaram a droga relataram sensação de melhora e satisfação pela vida.
Na Universidade da Califórnia, os estudos com o uso da psilocibina para aliviar a ansiedade de pacientes com doenças terminais também foram bem sucedidos, segundo os autores. Os doentes enfrentaram medo, pânico e depressão com mais confiança e determinação.
Como as reações à droga variam de pessoa para pessoa, os pesquisadores estão desenvolvendo protocolos para controlar os efeitos com mais precisão e por meio de exames de imagem, acompanhando as mudanças no cérebro sob influência das drogas.
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Publicado por Mondarto







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