A dor nossa de cada dia
Muitos médicos descrevem o choro do recém-nascido como uma resposta a dor, de pela primeira vez, sentir o ar entrando nos pulmões. Depois vêm as cólicas, faringites, otites, dores de cabeça, articulares…O especialista e presidente do Comitê de Técnicas Intervencionistas da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, Luciano Braun, explica que a dor aguda é um processo fisiológico natural que serve de alerta para mostrar que algo está errado no organismo. Já a dor crônica é aquela que dura pelo menos três meses (de forma contínua ou não) e acaba virando uma doença. Segundo o médico, é comum também sentir mais ou menos dor de acordo com o estado emocional. “A dor pode ser alterada ou ampliada pelas emoções. Pessoas deprimidas sentem mais dor, e pessoas com dor acabam ficando ansiosas ou deprimidas, o que aumenta ainda mais a sensação de desconforto”, diz Braun.
De acordo com a pesquisa “A Dor no Brasil” a dor crônica mais comum é a dor de cabeça que pode ser enxaqueca ou cefaleia causada por tensão. A enxaqueca atinge três vezes mais as mulheres do que os homens e podem desencadear estresse, alterações hormonais e outras doenças, como diabetes e pressão alta. Segundo a pesquisa, a dor de cabeça tensional era pouco comum entre as mulheres até elas entrarem para o mercado de trabalho. As dores na coluna são o segundo tipo de dor mais sentida pelos brasileiros. A maioria dos casos afeta a cervical e a lombar. As causas são as mais variadas, desde postura em frente ao computador, o uso exagerado do salto alto, a bolsa ou a mochila pesadas demais até o travesseiro inadequado ou vícios de postura. Segundo os especialistas, problemas na coluna podem comprometer os sistemas respiratório, cardíaco e endócrino.
Outra dor crônica bastante comum é a artrose. As dores na região do joelho são mais comuns após os 40 anos ou em quem está acima do peso e acontecem por causa de um desgaste natural da região. Além da dor, os sintomas da artrose incluem rigidez e inchaço, principalmente pela manhã. Cerca de 80% dos idosos acima dos 75 anos têm algum grau de artrose. Os médicos dizem que quem está com dor deve procurar um médico, porque há solução. “Toda a dor tem tratamento. A melhora pode não ser total, mas o paciente vai se livrar de, pelo menos, 70% do desconforto”. Mas existem alguns sinais de dor que nunca devem ser ignorados, como dores no tórax, que podem indicar um infarto, ou dores intensas na cabeça, principalmente se forem acompanhadas de vômitos ou formigamento, que podem sinalizar um derrame. O exercício, segundo os médicos, é um ótimo aliado no combate à dor. Fortalece os músculos, melhora a postura e o condicionamento físico, relaxa, além de estimular a produção de hormônios que inibem o desconforto.
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Publicado por Conceicao Costa












[...] os cardiologistas. Em 90% dos casos é assintomática, não apresenta nenhum tipo de sintoma ou dor, por isso os médicos recomendam que a pressão arterial seja medida, pelo menos, uma vez por ano e [...]
[...] principal sintoma desta doença é a dor, que inicialmente ocorre apenas durante o movimento articular. Contudo, com o passar do tempo essa [...]