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  • 03
  • abr

Doenças crônicas – número de doentes cresce graças ao sedentarismo, diz pesquisa

Por Conceicao Costa, em Costume e sociedade.

Brasileiro cuida da saúde mas não se exercita 300x275 Doenças crônicas   número de doentes cresce graças ao sedentarismo, diz pesquisaO suplemento de saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008 (Pnad), divulgada pelo IBGE, no Rio, revela, pela primeira vez, que o sedentarismo e o tabagismo – comportamentos adotados pelos brasileiros -  representam riscos à saude. O estudo, realizado em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que número de doentes crônicos cresce graças a esses dois fatores. Quase um terço dos brasileiros, 59,5 milhões (ou 31,3%), disseram ter recebido o diagnóstico de pelo menos uma doença crônica, e 11 milhões (5,9%) tinham três ou mais. Entre as mulheres, 35,2% disseram ter doenças crônicas contra 27,2% dos homens.

A hipertensão, ou pressão alta, que atinge 14% da população, é a doença mais comum. Doença da coluna (13,5%), artrite ou reumatismo (5,7%), bronquite ou asma (5%), depressão (4,1%), doenças do coração (4%) e diabetes (3,6%). Aparecem também na pesquisa as enfermidades tendinite, insuficiência renal crônica, câncer, cirrose e tuberculose. A pesquisa mostrou também que os brasileiros se exercitam pouco. Apenas 41,7 milhões (28,2%) dos brasileiros com mais de 14 anos realizavam exercícios físicos ou esporte em 2008. Somente 10,2% dos brasileiros são considerados ativos no lazer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) são consideradas ativas no lazer aquelas pessoas que praticam futebol, basquete, ginástica aeróbica, corrida ou tênis pelo menos três vezes por semana, por 20 minutos ou mais por dia; ou caminhada ou outra modalidade de exercício físico ou esporte pelo menos cinco dias por semana, 30 minutos ou mais por dia.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que não há dúvidas de que o sedentarismo, associado à mudança de hábitos alimentares do brasileiro, estão levando a população ao sobrepeso e às doenças crônicas. Esses dados, segundo ele, devem nortear novas políticas de saúde. A pesquisa também confirmou a relação entre o envelhecimento, enfermidades e exercícios. Em 2008, entre os que tinham 65 anos ou mais, o percentual dos que diziam ter algum tipo de mal crônico chegava a 79,1%. As mulheres têm maior longevidade (vivem, em média, seis anos a mais do que os homens). Apesar desses dados nada alentadores, a pesquisa mostrou também que o brasileiro está cuidando mais da saúde e procurando mais o médico (67,7% em 2008, contra 62,8% em 2003) e também o dentista (há dois anos, 88,5% já tinham ido ao consultório odontológico, em comparação a 84,1% em 2003).



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2 comentàrios su "Doenças crônicas – número de doentes cresce graças ao sedentarismo, diz pesquisa"

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