Doença de Crohn desregula sistema de defesa
A doença de Crohn é uma doença crônica inflamatória intestinal. Ela compromete todo o trato digestivo, da boca ao ânus. Advém de um processo inflamatório invasivo que acomete todas as camadas da parede intestinal: mucosa, submucosa, muscular e serosa. A doença é provocada pela desregulação do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo. No organismo normal, as células que fazem parte desse sistema, os linfócitos, assumem certo estado de vigilância e controlam o processo inflamatório. Na doença de Crohn, em virtude dessa função celular, que implica mediadores inflamatórios e imunidade adquirida, o processo inflamatório passa a ser intenso, provocando lesões no aparelho digestivo.
Os médicos dizem que a doença de Crohn é uma doença dos grandes centros urbanos e isntalam-se com o uso de xenobióticos, tais como conservantes, corantes para alimentos, pesticidas, etc. Nas pessoas com predisposição genética, essas substâncias, que no Brasil são adiciondas à comida em grande quantidade pode estimular o sistema imunológico e provocar a doença. Ela existe no mundo todo, porém, é mais frequente na Inglaterra, Estados Unidos e paÃses escandinavos. Nos EUA é mais comum nos judeus do que nos não judeus. Segundo os médicos, a frequência da doença está aumentando e os casos ficando cada vez mais graves. Nos EUA é um problema de saúde pública. Quase 600.000 pessoas são portadores da doença.
A doença se instala normalmente entre os 20 e os 40 anos, mas pode ocorrer entre os 50 e os 80 anos. Os sintomas são dor abdominal geralmente em volta do umbigo na região mais baixa à direita, náuseas diarreia, vômitos, perda do apetite e de peso e febre. Não há, atualmente, cura para a doença. Mas os tratamentos permitem alÃvio dos sintomas e melhoria na qualidade de vida do portador. O tratamento vai depender da localização, severidade da doença, complicações e resposta aos tratamentos anteriores; pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação destes.
Os exames para diagnosticar a doença são as radiografias contrastada do intestino delgado; o intestino grosso costuma ser examinado por clÃster baritado ou por colonoscopia. Também podem diagnosticar os exames de sangue ASACA e p-ANCA, mas têm um custo elevado. Existem também as tomografias computadorizadas e biópsias.
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Publicado por Conceicao Costa







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