Dietas rígidas podem comprometer os ossos, diz estudo
Pesquisa realizada por um grupo de especialistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e divulgada no jornal britânico “The Times” diz adolescentes que se submetem a rígidas dietas para chegar ao tamanho zero (equivalente à magreza extrema da foto ao lado) correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos, como a osteoporose, por exemplo. A pesquisa destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos da mulher e, de forma particular, nos das meninas.
Num outro estudo da Unidade de Pesquisa de Desequilíbrios Alimentares da King’s College, de Londres, descobriu que as frequentes imagens de modelos , cantoras e atrizes que aparecem na mídia com aparência esquelética têm muito a ver com o aumento desse tipo de transtorno. Para consolidar a informação, 25 outros estudos mencionados pelo jornal disseram que o efeito dessas imagens é maior nos adolescentes.
Existem diversas doenças que atingem os ossos. A mais conhecida é a osteoporose, doença grave que se caracteriza pela perda de massa óssea. A osteogênesis imperfecta, também conhecida como doença dos ossos frágeis ou de vidro. É uma patologia rara, de ordem genética persistindo por toda a vida, que afeta a quantidade ou qualidade de colágeno nos ossos. Outra patologia referente aos ossos é a doença de Paget, na qual áreas dos ossos apresentam crescimento anormal, tornando o osso mais frágil. É um distúrbio que pode afetar qualquer osso, sendo os mais atingidos o fêmur, os ossos do cranio, a tíbia, as vértebras e as clavículas.
De acordo com os médicos, o desenvolvimento dos ossos feitos na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas têm probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrer até três vezes mais fratura de quadril do que os homens. Para realizar a pesquisa, os cientistas se concentraram em mais de 4.000 adolescentes de 15 anos, nos quais usaram técnicas de scanner para calcular a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham.
Apesar de os cientistas já saberem que a quantidade de músculos de um corpo tem relação com o crescimento corporal ósseo de uma pessoa, essa pesquisa, porém, ressalta o papel da gordura no desenvolvimento dos ossos. Nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circurferência da tíbia. A descoberta indica que a gordura exerce um papel importante no desenvolvimento do osso feminino.
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Publicado por Conceicao Costa










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