Dieta mediterrânea previne depressão, aponta estudo
Manter uma dieta mediterrânea – com frutas, vegetais, legumes, castanhas, azeite de oliva e peixe – é bom para sua saúde, principalmente para o coração, já apontavam vários estudos.
Agora, cientistas sugerem que este tipo de dieta pode ser benéfica para sua saúde mental.
O estudo acompanhou mais de 10 mil espanhóis por quatro anos e meio. Descobriu que aqueles que reportaram manter uma dieta mediterrânea saudável no início do estudo tinham metade do risco de desenvolver depressão, quando comparados àqueles que não mantiveram essa dieta.
Todos os participantes não tinham depressão quando foram recrutados para a pesquisa. Cada um teve que responder um questionário com 136 itens sobre sua alimentação quando entraram para o grupo de estudo. As respostas foram pontuadas com valores entre 0 e 9, sendo que o valor mais alto significava que a pessoa mantinha uma dieta bem próxima da mediterrânea saudável.
Com o passar do tempo, aqueles que haviam pontuado entre 5 e 9 na dieta mediterrânea tinham de 42% a 51% menos chances de desenvolver depressão do que aqueles que pontuaram entre 0 e 2, descobriu o estudo.
A pesquisa, que foi financiada pelo governo da Espanha, por meio de sua agência oficial de pesquisa médica, o Instituto de Salud Carlos III, não prova a ligação direta entre a dieta mediterrânea e o baixo risco de depressão, mas apenas uma associação entre as duas.
De qualquer forma, muitos cientistas estão convencidos que alguns danos inflamatórios e processos metabólicos envolvidos em doenças cardiovasculares podem também ter papel na saúde mental. E uma alimentação saudável previne doenças no coração.
Segundo os autores do estudo, os elementos que podem estar ligados à redução do risco da depressão são as frutas e castanhas, legumes e gurduras monosaturadas presentes em alimentos como azeite de oliva, amendoim e o abacate.
O artigo relatando os resultados da pesquisa foi publicado na edição de outubro do of Archives of General Psychiatry e pelo jornal norte-americano New York Times.
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Publicado por Carmem Moraes










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