Descoberta nova variante do vírus HIV
Foi identificada, por pesquisadores franceses da Universidade de Rouen, uma nova variante do Vírus da Imunodeficiência Humana Tipo 1 (HIV-1), veículo causador da AIDS. O vírus foi encontrado em uma mulher de 62 anos, oriunda do Camarões, país localizado a oeste da África. Ao que tudo indica, pela rapidez com que o vírus se multiplica no corpo, já está adaptado ao organismo humano.
A portadora é assintomática, e aparentemente está saudável, apesar de nunca ter feito qualquer tipo de tratamento. Ela afirma que nunca comeu e nem teve contato com animais selvagens. A hipótese mais provável é que ela tenha contraído o vírus de outra pessoa. A senhora de 62 anos é o único caso diagnosticado com esta variedade do vírus até o momento, mas os cientistas não descartam que sejam identificados novos infectados.
Ainda não se tem certeza sobre a origem do vírus. Ao que parece, esta variedade é transmitida aos seres humanos por gorilas, diferente das demais versões conhecidas do vírus, que seriam originárias de chimpanzés. Chegou-se a esta conclusão porque o microorganismo se aproxima geneticamente do vírus da imunodeficiência dos gorilas, mas ainda não está descartada a hipótese de que também tenha surgido entre chimpanzés e só posteriormente foi transmitido a gorilas.
São conhecidos até o momento dois tipos básicos de HIV, o HIV-1 e HIV-2. Estima-se que a maior parte das infecções conhecidas estão associadas ao primeiro, que está subdividido em três grupos, “M” o mais comum, e “O” e “N”, praticamente raros. Cada um destes grupos é dividido, por sua vez em subtipos ainda menores de variantes, que podem se recombinar dar origens a novas formas do vírus, ainda não conhecidas. O HIV-2 possui cinco subtipos, que são A, B, C, D, e E. No total, são pelo menos 18 formas diferentes de vírus, contando com a mais recente descoberta, que recebeu o nome provisório de “P”. Todos as formas tem diferentes índices de virulência, ainda em estudo.
Nota-se que cada tipo de vírus é disseminado de forma mais ou menos uniforme em determinadas regiões geográficas. Sendo assim existem versões que são mais comuns Américas, Japão, Austrália, Caribe e Europa, e outras que praticamente só existem na África Sub-saariana. Qualquer teste, realizado em qualquer canto do mundo, deve ser capaz de detectar todos os subtipos, inclusive os mais raros.
O estudo completo sobre a nova forma do HIV foi publicado na revista médica Nature Medicine.
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Publicado por Angela Arraya







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