Depressão e ansiedade são fatores de risco para partos prematuros
A ocorrência de partos prematuros e de bebês que nascem abaixo do peso pode ter mais relação com as condições psicológicas da mãe do que se pensava até então. É o que aponta um recente estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), segundo o qual 20% das mais de 800 gestantes acompanhadas apresentavam quadros variáveis de depressão e ansiedade, fatores que alteram a evolução da gravidez e multiplicam por dois as possibilidades de que a mesma não complete as 37 semanas esperadas.
As oscilações hormonais que as mulheres grávidas vivenciam surgem como principal catalisador desta situação. Isso porque não alteram apenas o humor das parturientes, gerando quadros psicológicos instáveis, como também desencadeiam certos tipos de reações que vão resultar em desequilíbrio químico da placenta, o que anteciparia a hora do parto. Outras condições que mais geram quadros de instabilidade emocional em gestantes seriam dificuldades econômicas, excesso de familiares dividindo a mesma residência, baixa interação social, gravidez de alto risco, entre outros.
O mais preocupante é que, enquanto a depressão pós-parto é razoavelmente conhecida e esclarecida junto à população, a depressão que acomete as mulheres antes mesmo do parto é um assunto que raramente vêm à tona, sendo pouco tratado inclusive entre a classe médica. Muitos dos profissionais que fazem acompanhamento obstétrico não sabem sequer reconhecer os principais sintomas de uma “depressão pré-parto”, que não se traduzem, necessariamente, em demonstrações de tristeza, mas podem ser observados quando a mulher não demonstra mais interesse pelo bebê, ou relaxa nos cuidados com a saúde e a alimentação.
Em alguns casos, pode haver necessidade de medicação para reverter este quadro, mas o índice de rejeição a este tipo de tratamento é muito grande, pois os riscos fetais nem sempre são totalmente claros. A psicoterapia, embora necessite de uma período de tempo maior para apresentar resultados, acaba sendo a opção mais utilizada.
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Publicado por Angela Arraya










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