Dependência à nicotina é desvendada

A nicotina é uma droga tão agressiva que é capaz de seqüestrar processos neuronais e moldar o comportamento dos usuários para perpetuar o vÃcio. O estudo, de um grupo de pesquisadores vinculados à PontifÃcia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), mostrou que certas recordações associadas à droga de consumo tornam o abandono do vÃcio mais difÃcil ainda.
Na pesquisa os cientistas instalaram na cabeça dos ratos um pequeno aparato que gravava sinais neuronais, em seguida injetaram nicotina e observaram o que se passava no cérebro das cobaias. Ocorreu uma descarga de dopamina, droga relacionada à sensação de recompensa, dentro do hipocampo e esta aumentava a plasticidade dos neurônicos e os animais se condicionavam a preferir sempre o lugar onde a droga era administrada. No hipocampo, local importante da estrutura do cérebro para a formação de memórias, fica o registro de uma experiência como importante ou nova, mas também o estabelecimento do vÃcio e o surgimento da dependência à droga pela sensação de prazer e satisfação.
Os cientistas propõem em seu trabalho que o sistema que regula o estabelecimento de memórias de longa duração é o mesmo que pode deixar uma pessoa viciada. E explica porque determinados fatores ambientais, como por exemplo, lugares ou pessoas associadas ao uso da droga, despertam sentimentos que motivam a manutenção do vÃcio e em alguns casos propiciam uma recaÃda.
A memória armazena ou guarda junto com o evento, o ambiente e todo o seu contexto e fica ali perpetuada à dependência, a vontade de repetir e persistir.
 A pesquisa foi publicada na revista cientÃfica Neuron.
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Publicado por Mondarto










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