Curetagem é a cirurgia mais realizada no Brasil
Cerca de três milhões de mulheres foram submetidas à cirurgia de curetagem, ou seja, ao procedimento para limpar o útero após a realização de um aborto.  As cirurgias foram feitas na rede pública, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no perÃodo entre 1995 e 2007, segundo o Ministério da Saúde.
O aborto, ato que precede a curetagem, é uma das principais causas de morte no paÃs e motivo de maus tratos, por parte de profissionais da saúde, a mulheres que buscam atendimento médico. Mas, não há números oficiais sobre aborto no Brasil, porque ao buscar atendimento médico, após abortar, a maioria das mulheres não informa se o procedimento foi legal, espontâneo ou ilegal, temendo punições.
De acordo com as ONGs Ipas Brasil e Grupo Curumim, em alguns estados, como Bahia e Pernambuco, por exemplo, as complicações do aborto são a primeira causa de morte de mulheres. As pesquisas, realizadas pelas organizações em apenas cinco estados, incluindo o Rio de Janeiro, comprovaram que há crueldade no procedimento, em vez de utilizarem o método de aspiração manual, um processo simples que não põe a mulher em risco, efetua-se a raspagem com instrumento perfurante que, em muitos casos, provoca hemorragias e infecções, consequentemente a morte. O método de raspagem com objeto perfurante é verificado em mais de 90% dos casos e é considerado arcaico pela Medicina.Â
Apesar de a lei brasileira ser restritiva esta não impede que os abortos continuem sendo realizados em todo o território, encobrindo “tabus e estigmas” em torno do problema. O aborto é tratado como crime e pecado pelos profissionais da saúde, que se negam a dar o atendimento, provocando o agravamento do estado das mulheres levando à  morte. Além de grave violação a um direito humano.
Segundo dados do Ministério da Saúde foram realizados no SUS mais de 32 milhões de procedimentos cirúrgicos entre 1995 e 2007. Entre os 1.568 tipos de cirurgias, as curetagens ficaram em primeiro, com 3,1 milhões de registros. Em seguida, ficaram as cirurgias para correção de hérnia, com 1,8 milhões de casos; retiradas de vesÃcula, 1,2 milhões; plástica de vagina e perÃneo, 1,1 milhões; e retirada do apêndice, 923 mil.
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Publicado por Mondarto







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