Canadenses desenvolvem córnea artificial
Os cientistas canadenses trazem uma nova esperança para pacientes em todo o mundo que aguardam nas longas filas por um transplante de córnea. Eles conseguiram em laboratório recriar a camada ocular, com colágeno sintetizado, eliminando a necessidade de um doador para a cirurgia.
Nos primeiros testes, a córnea biossintética recuperou completamente a capacidade de enxergar em seis dos dez pacientes, que tinham lesões ou doenças na córnea. Em todos os casos, as terminações nervosas voltaram a crescer, e o novo tecido foi completamente incorporado ao organismo.
A descoberta, segundo os pesquisadores, acabará com dois dos principais problemas do transplante convencional: a rejeição ao tecido e a necessidade de tratamento de longo prazo com drogas que diminuem essa rejeição. As córneas biossintéticas também recuperaram a sensibilidade ao toque e voltaram a permitir a presença de lágrimas, que lubrificam os olhos e evitam problemas como infecções.
A criação do tecido artificial leva somente duas semanas e ocorre da seguinte maneira: os cientistas sintetizam o colágeno, proteína que é um dos principais componentes da córnea natural, em laboratório, depois então, o colágeno é moldado para ter formato e consistência muito parecidos com os de uma lente de contato convencional.
Na cirurgia, os médicos fazem um corte circular e retiram o centro danificado da córnea. O novo tecido é então “costurado” ao que sobra da córnea natural. O tempo de cirurgia para colocação da córnea artificial é quase o mesmo dos atuais transplantes.
No Brasil, 24 mil pessoas aguardam na fila por transplante de córnea, o mais comum no país, com mais de 70% das operações. O tempo médio de espera é de 317 dias, período em que muitos pacientes enfrentam problemas sérios de visão e até cegueira total.
No mundo, quase dois milhões de pessoas ficam cegas ao ano devido a problemas nesse tecido.
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Publicado por Mondarto







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