Conheça o HPV, a DST mais frequente
Você sabia que a AIDS não é a principal doença transmitida através da relação sexual? Atualmente, o HPV (Papilomavírus) ocupa o primeiro lugar desse ranking.
O HPV não é somente um vírus e sim um conjunto deles, com aproximadamente 150 espécies. São vários os tipos da doença, que causam desde verrugas na pele e nas mucosas, pólipos nas cordas vocais, até câncer. As versões mais complicadas da doença podem causar tumores de ânus, pênis, vulva, boca e até faringe.
A relação sexual é a forma mais comum de transmissão. É necessário apenas o simples contato com a mucosa infectada para adquirir o Papilomavírus. Apesar de raríssima, pode acontecer também, a transmissão através de toalhas, vasos sanitários e roupas.
“Considerando os dados nacionais, estima-se que 25% das mulheres sexualmente ativas estejam infectadas pelo vírus HPV, os de baixo risco e os de alto risco. Nos países desenvolvidos que aplicam testes mais sensíveis e há mais tempo, esse número gira em torno de 30%, 40%.”, afirma a ginecologista Dra. Fernanda Erci dos Santos, em entrevista ao site do médico Dráuzio Varella.
Para se prevenir contra o HPV é aconselhável evitar ter vários parceiros e é essencial usar camisinha, mesmo que ela não garanta 100% de proteção contra o vírus, uma vez que não cobre toda a superfície de contágio. Apesar disso, a maneira mais eficiente de se prevenir é a vacinação, de três doses, sendo que cada custa cerca de 400 reais. A vacina é aconselhada para mulheres de 9 a 26 anos, antes da iniciação sexual. A porcentagem de eficiência da vacina é de 95% de proteção contra os tipos mais comuns, que podem causar de verrugas a câncer.
Em entrevista ao mesmo site, o ginecologista Dr. Waldemir Washington Rezende alerta: “Existem mais de 100 subtipos de papilomavírus, e a vacina protege apenas contra os dois que causam câncer de colo de útero, o 16 e o 18, e contra os dois que causam verruga genital, o 6 e o 11. Para os demais tipos, não oferece imunidade. Por isso, é necessário manter o uso do preservativo e a coleta anual do Papanicolaou. A existência da vacina não exime o médico nem a mulher da responsabilidade de garantir que os exames preventivos sejam realizados.”
Embora o HPV seja mais frequente em mulheres, os homens também correm riscos iguais de contraírem o vírus e devem ficar atentos a qualquer alteração no corpo.
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Publicado por Regina







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