Conheça a Doença Falciforme
A Doença Falciforme é hereditária, ou seja, as pessoas já nascem com ela. É o resultado de uma modificação genética no gene (DNA) que, no lugar de produzir o pigmento chamado hemoglobina (Hb) A, dentro dos glóbulos vermelhos ou hemácias, produz outro, denominado S (HbS). Assim, a Doença Falciforme é a denominação usada para caracterizar uma doença causada pela presença de HbS nos glóbulos vermelhos de um indivíduo.
Os glóbulos vermelhos são células flexíveis e arredondadas presentes no nosso sangue, o que permite que eles transitem por todos os vasos sanguíneos do nosso organismo. A hemoglobina existente dentro dos glóbulos vermelhos dá a cor vermelha ao sangue e transporta oxigênio para todos os tecidos e órgãos. Os glóbulos vermelhos das pessoas com Doença Falciforme podem assumir a forma de foice ou meia-lua em várias situações: desidratação, infecções, alteração brusca de temperatura, estresse físico ou emocional. Nessa forma, tornam-se mais rígidos e têm dificuldade para passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação do sangue, muitas dores e diversos outros problemas, além de não oxigenarem o organismo de forma satisfatória.
A Doença Falciforme teve sua origem na África, mas hoje pode ser encontrada em diversas partes do mundo. No Brasil, essa doença é muito presente devido ao elevado número de africanos trazidos à força para o trabalho escravo e que constituem uma das bases da formação da população brasileira. A população afrodescendente é afligida por um grupo de moléstias relevantes, entre as quais está a Doença Falciforme. Por essa razão, foi estabelecida, em 2005, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Negra.
PRINCIPAIS SINTOMAS
- Anemia crônica – causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos.
- Icterícia – cor amarelada na pele e mais visível no “branco dos olhos“. Isso, na Doença Falciforme, não significa hepatite e não é contagioso.
- Síndrome mão-pé – “inchaços” muito dolorosos na região dos punhos e tornozelos. São mais frequentes até os dois anos de idade.
- Crises dolorosas – principalmente em ossos, músculos e articulações.
COMO DIAGNOSTICAR?
- Teste do pezinho – na primeira semana de vida, leve a criança ao posto de saúde para fazer o teste do pezinho. Esse teste pode identificar a presença da Doença Falciforme, do Traço Falciforme e também do hipotireoidismo congênito, da fenilcetonúria e da fibrose cística. Descubra se o serviço de saíde da sua cidade realiza esses tipos de exames. As pessoas com diagnóstico confirmado de Doença Falciforme devem ser cadastradas em um Serviço de Referência, Hemocentros ou Hospitais Públicos, e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, de acordo com protocolos estabelecidos pelo Minitério da Saúde.
- Crianças a partir dos quatro meses de idade, jovens e adultos, que ainda não fizeram diagnóstico para detecção da doença e do traço, podem realizar o exame de sangue chamado eletroforese de hemoglobina, disponível no SUS.
TRATAMENTO
As crises dolorosas frequentemente requerem orientação médica. Já as crises de leve intensidade poderão ser tratadas em casa, com analgésicos e ingestão de bastante líquido. A ocorrência de febre sempre requer avaliação médica. Afinal, pode ser um importante sinal de infecção.
TRAÇO FALCIFORME
Quando uma pessoa recebe de um dos pais o gene da hemoglobina A e de outro o gene da hemoglobina S, ela é identificada como AS ou Traço Falciforme. Nesse caso, ela não desenvolverá a doença e, portanto, não necessita de tratamento. Porém, as pessoas portadoras e os pais de crianças com esse diagnóstico têm o direito de receber orientação genética, com zelo pelo sigilo e pelos seus direitos reprodutivos.
Fonte: Ministério da Saúde
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Publicado por Regina







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