Cola à base de sangue é usada em cirurgia com sucesso
Uma cola de fibrina produzida no Brasil pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras) já está sendo aplicada nos primeiros pacientes, no Rio de Janeiro. O produto, uma novidade para a medicina, auxilia na sutura interna dos tecidos e reduz o tempo de recuperação pela metade, é distribuído pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), por meio do HemoRio, parceiro na elaboração da cola.
A cola pode ser utilizada em diferentes especialidades cirúrgicas, dentre elas cirurgias ortopédicas; neurocirurgias; cirurgias plásticas, cardíacas, vasculares, otorrinolaringológicas, odontológicas (sobretudo para pacientes com problemas de coagulação, como a hemofilia) e de fígado, incluindo transplante hepático. A grande vantagem do uso é a redução de sangramento e a melhora da coagulação.
O produto, confeccionado a partir de componentes de sangue liofilizado, é um agente hemostático e não há restrição em seu uso, podendo ser aplicado em crianças, adultos e idosos.
No HemoRio a cola importada é utilizada desde 2005 no serviço de odontologia e segundo o chefe do setor, Wellington Cavalcanti, o produto nacional é melhor e por ser complexo dos hemoderivados, reproduz o último estágio da coagulação, age como cola, hemostático e ainda acelera o processo de cicatrização. A concentração é 20 vezes maior do que a do plasma comum e a quantidade utilizada para um procedimento de extração dentária simples é de apenas um mililitro, pequena quantidade, o que significa também economia em sua utilização, explica o dentista.
A cola de fibrina distribuída pela Hemobras é fabricada com plasma de, no máximo, três doadores, e passa por um método de inativação viral, que elimina possíveis vírus, reduzindo riscos de contaminação. O produto é submetido, ainda, a cinco testes de biologia molecular para identificar os vírus HIV, das hepatites A, B e C e o parvovírus B19. A apresentação do material é na forma líquida, em frasco de 4 ml. O produto pode ser usado imediatamente após seu descongelamento, que ocorre em cinco minutos.
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Publicado por Mondarto







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