CocaÃna é uma doença cerebral
Hoje em dia os psiquiatras consideram a cocaÃna uma doença cerebral, uma vez que o dependente usa a droga de forma nociva para o cérebro. A cocaÃna é uma substância que estimula o sistema nervoso central é é extraÃda de uma planta chamada Erytroxylon Coca ou simplesmente coca encontrada em paÃses da América do Sul e Central. A droga é psicoativa e destrói neurônios. Fotografias cerebrais revelam que a diminuição do oxigênio especialmente nas regiões frontais provocada pelo uso crônico da cocaÃna produz alterações que não se recuperam mesmo depois de anos de abstinência. Ficam comprometidas memória, concentração, capacidade de elaborar pensamentos complexos e de ponderação.
Os males da cocaÃna são o aumento dos batimentos cardÃacos e da pressão arterial, aumento da temperatura corporal e pupilas dilatadas. Em casos mais agudos de intoxicação, a estimulação central profunda leva a convulsões e arritimas ventriculares (o coração bate descompassado) e com disfunção respiratório que podem levar à morte.
No cérebro existe um sistema biológico de recompensa que é o núcleo do prazer. Por causa desse mecanismo o cérebro acha que tudo que dá prazer é bom para o organismo. O problema é que as drogas, especialmente a cocaÃna, utilizam esse mecanismo biológico e deturpam a fonte natural de prazer, fazendo com que a pessoa repita seu uso não se importando com o que possa acontecer. Segundo os psiquiatras, a tendência do usuário de cocaÃna é negligenciar todas as outras fontes de prazer. Às vezes, ele para de comer, de trabalhar, de ter relações sexuais pelo uso de cocaÃna. A sensação de prazer tem conexão com o pensamento.
De acordo com o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, não é só uma sensação visceral de prazer fÃsico. É também sensação de prazer cerebral. Por isso, o usuário de cocaÃna pensa que tem controle sobre a busca do prazer – “não uso cocaÃna porque sou dependente; uso porque quero essa fonte de prazer” – deturpando seu pensamento em função de uma necessidade primitiva, a busca pelo prazer rápido e imediato que a droga proporciona. Isso vira um cÃrculo vicioso, a chamada dependência quÃmica. As vias de administração da droga são: injetável na veia (com o vÃrus HIV essa prática diminuiu), aspirada (foto) e fumada na forma de crack.
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Publicado por Conceicao Costa







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