Esperança para dependentes da cocaína

Uma vacina contra a cocaína foi testada por cientistas americanos, durante seis meses, em usuários da droga. Os testes fizeram com que 38% dos dependentes químicos que receberam a dose da vacina desenvolvessem anticorpos em nível suficiente para bloquear seus efeitos antes que a droga atingisse o cérebro.
Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade Yale e da Faculdade de Medicina Baylor, ambas nos Estados Unidos, verificaram que os usuários imunizados com a vacina reduziram a frequência do uso da cocaína gradativamente até que parassem de consumir a droga por completo. O estudo comprovou também que a vacina só produz efeito no organismo, mantendo o dependente livre da droga, por apenas dois meses.
A vacina contra a cocaína vem sendo motivo de pesquisa do cientista líder, Thomas Kosten, há mais de dez anos. Segundo ele, os resultados são um grande avanço para a medicina, devido ao fato de há 15 anos, os especialistas serem unânimes na afirmação de que seria impossível produzir anticorpos contra moléculas tão pequenas.
Os testes com a vacina foram realizados com 115 dependentes de cocaína, destes 57 receberam aplicação de placebo (“farinha”) e 58 a verdadeira vacina. Do total, 21 usuários, o que corresponde a 38%, desenvolveram anticorpos em número suficiente para bloquear os efeitos nocivos da droga.
A experiência foi totalmente financiada pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas, do país americano e os resultados foram divulgados na revista Archives of General Psychiatry. O Instituto também financia estudos experimentais que estão sendo desenvolvidos para uma vacina contra a nicotina para ajudarem fumantes a largarem a dependência ao tabaco.
A dependência química não é um problema restrito ao ambiente familiar, que contribui para a sua desagregação, mas sim um caso de saúde pública em todo o mundo. Os sistemas de saúde assumem um custo alto no financiamento do tratamento e da recuperação dos usuários de drogas na rede pública de assistência, portanto uma vacina eficaz certamente traria uma redução considerável nos investimentos para cuidados com este tipo de problema.
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Publicado por Mondarto










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