Clima: dengue pode ir para outras áreas do planeta
A dengue, uma doença de regiões tropicais, pode se espalhar para outras áreas do globo, elevando de 2,5 bilhões para 3,5 bilhões o número de pessoas vivendo em zonas de risco de contrair a enfermidade. Os casos de dengue devem aumentar em paÃses que já convivem com a doença como é o caso do Brasil. Isso vai acontecer por causa do aumento da temperatura média mundial. Quem dá a triste notÃcia é o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz, Ulisses Confalonieri. O médico do Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde da Ensp/Fiocruz disse que há anos os pesquisadores se debruçam sobre o tema relacionado ao aumento da temperatura média e o surgimento e aumento de casos de doenças como leptospirose e dengue, e problemas de insegurança alimentar, resultantes de eventos meteorológicos extremos.
O tema é pertinente já que lÃderes de 193 paÃses estão reunidos em Copenhague, Dinamarca, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-15) para tentar fechar um acordo de redução das emissões de gases de efeito estufa. A relação entre clima e saúde é uma realidade. De acordo com Confalonieri as mudanças climáticas afetarão a saúde de forma direta e indireta. Diretamente, com os efeitos fÃsicos de eventos meteorológicos extremos, como as ondas de calor e inundações.
Na forma indireta, com o aumento da segurança alimentar e efeitos nas populações de vetores de doenças. A saúde será uma área extremamente vulnerável em relação as projeções climáticas. No Brasil, espera-se uma redução na diferença entre as temperaturas do inverno e as do verão. Segundo o pesquisador, invernos mais quentes favoreceria a reprodução de insetos transmissores de doenças, como a malária e a leishmaniose, que podem ser tornar mais frequentes. Também se prevê o aumento de enfermidades transmitidas pela água, como a diarreia e a leptospirose. Para Ulisses Canfolonieri o impacto das mudanças climáticas sobre a vida das pessoas deve aumentar os gastos municipais e estaduais com saúde e assistência social. “A necessidade de investimento nessas áreas ainda pode ser ampliado por causa do envelhecimento da população – consequência da queda na fecundidade e do aumento da longevidade“, diz.
O estudo mostra ainda que a região Nordeste é uma das áreas mais vulneráveis à s mudanças climáticas no Brasil, com diminuição de chuvas, solos mais pobres, vegetação com menor diversidade e biologia. Alguns lugares, inclusive, podem se tornar inabitáveis. “A premissa de que o ressecamento (piora uma condição de semiaridez) provocará grandes migrações com impactos epidemiológicos (redestribuição espacial das doenças endêmicas) e na procura pelos serviços de saúde”, conclui o pesquisador.
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Publicado por Conceicao Costa







[...] e os pardos são a maioria absoluta das mortes por malária (60,6%), por hanseniáse (58,3%), por leishmaniose (58,1%), por equistossomose (55,5%) e por diarreia (50%). É uma doença zoonose, isto é, dos [...]
[...] dengue, considerada hoje um problema mundial de saúde pública, poderá ser vencida dentro de alguns anos [...]