Cirurgia abdominal aumenta risco de morte entre os idosos
As cirurgias abdominais comuns, como por exemplo, a remoção do útero ou da vesÃcula biliar, podem representar riscos maiores a pacientes idosos. A afirmação é revelada por um novo estudo que mostra que 5% dos idosos com mais de 65 anos de idade morreram após a realização de cirurgia, até 90 dias depois do procedimento. E ainda segundo a pesquisa, 17% desenvolveram complicações cirúrgicas.
O risco aumentou com o avanço da idade. Entre os pacientes próximos aos 70 anos de idade, 2,5% morreram após a cirurgia; 6% dos que estavam com quase 80 anos também faleceram; 12,6% dos idosos com quase 90 anos e 16,7% dos com quase 100 anos. A incidência de morte aumentou mais de sete vezes no grupo de pacientes mais velhos.
A taxa de complicações pós-cirúrgicas também aumentou com a idade, de 14,6% em pacientes na casa dos 60 anos para 22% àqueles próximos dos 80 anos.
O estudo foi publicado na revista Archives of Surgery e examinou os resultados de procedimentos cirúrgicos considerados comuns, realizados em 101.318 adultos, de ambos os sexos, com mais de 65 anos em hospitais não-militares no estado de Washington, nos Estados Unidos, no perÃodo de 1987 a 2004.
O principal autor do estudo, Nader N. Massarweh, que realiza seu treinamento cirúrgico na Universidade de Washington, em Seattle, disse que informações mais precisas sobre os riscos de cirurgias poderiam ajudar pacientes e suas famÃlias a tomar melhores decisões a respeito de efetuar ou não os procedimentos nas pessoas mais idosas. O trabalho deve contribuir e estimular médicos e hospitais a aprimorar o tratamento aos idosos, afirma Nader N. Massarweh.
Nos Estados Unidos, a percentagem de pessoas de 65 anos ou mais aumentou mais de 20% nas útlimas décadas. E não só nos paÃses americanos, no mundo inteiro o número de idosos está crescendo, as pessoas estão com uma sobrevida maior, fato que faz com que a medicina também se desenvolva e ocorra mais pesquisas e estudos direcionados para a área da geriatria, finaliza o autor do estudo. Â
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Publicado por Mondarto







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