Ciência estuda relação entre mãe e filho
Mães e filhos, uma relação que não há igual. Provoca no outro, ciúmes, cumplicidade, respeito, dúvida e muitos sentimentos inexplicáveis.
Para a ciência, a relação entre mãe e filho, é motivo de novas descobertas e constantes buscas de explicações devido a tantas surpresas e tantos elos que os ligam tão intensamente. Prova disso é uma nova pesquisa americana que sugere que as “mães” desenvolvem um ouvido tão aguçado e preciso quando os bebês choram que seus cérebros diminuem o volume de todo o resto para melhor ouvi-los.
Desenvolvido na Emory University, em Atlanta, nos Estados Unidos, os estudos feitos, com fêmeas de camundongos com filhotes e com fêmeas virgens, identificaram que as “mães” possuem uma inibição que reduz a atividade nas áreas do córtex auditivo.
A experiência foi feita da seguinte maneira: os cientistas gravaram os chamados dos filhotes e depois os exibiram a todas as fêmeas, “mães” e virgens, e perceberam que as áreas do córtex auditivo responderam por diferentes freqüências e de formas variadas. Nos dois grupos, os gritos dos filhotes foram ouvidos ativamente, entretanto nas “mães” o resto do córtex se “apagou” com mais intensidade e por um período de tempo mais longo do que nas fêmeas virgens. O fato ajuda a mãe a identificar o chamado de seu filho em qualquer ambiente, mesmo nos locais barulhentos.
A ciência ainda não explica o motivo da mudança no cérebro materno. O pesquisador, Robert Liu, responsável pelo estudo, considera como provável a audição apurada para seus filhos, a reprogramação do cérebro das ”mães” causada pelos hormônios, que desligam com mais facilidade as áreas auditivas não utilizadas para melhor escutar seus filhos ou não.
Os cientistas continuarão as pesquisas, porque desejam se certificar se realmente são os hormônios que fazem com que as mães estejam sempre alertas para o choro de seus pupilos.
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Publicado por Mondarto







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