Cérebro ativo evita demência
Alguns anos dedicados aos estudos e hábitos de vida que estimulem o cérebro podem ajudar e até mesmo blindar o cérebro contra os sintomas de demência. A conclusão é de um trabalho realizado pelos pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, USP.
O estudo baseia-se na análise realizada com 141 cérebros de pessoas já falecidas com mais de 80 anos de idade e o levantamento com a família destes idosos sobre seus hábitos de vida e seu nível de escolaridade. Divididos em três grupos, os pesquisadores separaram os cérebros com demência grave, com a doença em estágio menos avançado e os totalmente saudáveis. No segundo grupo, os idosos tinham cerca de quatro anos de escolaridade, mais do que a média do primeiro grupo e, mesmo sendo um período pequeno dedicado aos estudos, este foi significativo para a proteção do cérebro. Não é necessário um vasto currículo acadêmico para contribuir e minimizar os efeitos das demências, perda de memória e dificuldade de raciocínio.
O ideal para manter o cérebro ativo, segundo o geriatra e professor da USP, Wilson Jacob é estimular o intelecto todo o tempo de vida fugindo das atividades rotineiras. O médico afirma que é muito importante fazer exercícios para o cérebro, como por exemplo, ao sair de casa, de carro ou a pé, evite usar o mesmo caminho sempre, use uma rota na ida e outra na volta; ler livros, jornais e revistas; aprender línguas; prestar atenção ao ouvir música e tentar identificar os instrumentos que a compõem; ao colocar a mesa para a refeição, altere a ordem das atividades, uma vez arrume os pratos primeiro e da outra comece pelos talheres.
Fugir da rotina, usar a criatividade e variar as atividades é a receita para manter o cérebro ativo e afastar o “esquecimento”, conclui o geriatra.
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Publicado por Mondarto







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