Ceratocone pode acarretar a perda da visão
Quando a troca de lentes corretivas passa a ser constante e pouco eficiente, é bem possível que o paciente tenha uma condição visual rara silenciosa: o ceratocone. Ainda com causas desconhecidas, a doença é caracterizada por uma deformação progressiva da córnea para um formato de cone, podendo desencadear miopia ou astigmatismo.
O tratamento depende principalmente da fase de evolução da doença, sendo iniciado pelo uso de óculos com lentes corretivas, seguido pela utilização de lentes de contato rígidas. Em graus mais avançados, o médico assistente pode lançar mão de tratamento cirúrgico com implantes de anéis intra-estrumais, cross-linking ou transplante de córnea para casos mais extremos.
“A cirurgia não é recomendada nas fases iniciais porque o uso de lentes de contato pode resolver o problema do paciente dando-lhe uma boa qualidade de visão”, explica Daniel Moon Lee, responsável pelo Departamento de Catarata e Implantes Intraoculares do Hospital de Olhos Inob. “Além disso, a cirurgia sempre traz riscos associados, como rejeição, infecção e até perda da visão”. Nos casos intermediários de ceratocone, os anéis intra-estrumais são os mais indicados. “Eles regularizam a córnea afinada irregular e permitem uma melhor adaptação do paciente às lentes de contato”, explica o especialista.
O cross-linking, novidade surgida nos últimos anos, consiste na utilização de um laser para enrijecimento da córnea e melhora da curvatura. A técnica tem o objetivo de diminuir a velocidade de evolução da doença, permitindo uma adequada adaptação do paciente às lentes de contato. O procedimento é recomendado para casos progressivos, mas não muito avançados, quando a única alternativa passa a ser o transplante de córnea. Dr. Daniel Moon Lee explica que mesmo com bons resultados, a novidade ainda carece de acompanhamento a longo prazo. “Ainda não se sabe quais serão os efeitos desse tratamento em a 10 ou 20 anos”, pondera.
Para casos extremos a indicação é o transplante de córnea. Mas, como em qualquer cirurgia, é preciso cautela. “Os riscos incluem hemorragia supra coroideana, aumento da pressão intra-ocular ou mesmo perda de transparência do botão no transplante, sendo necessário fazer novos transplantes”. Por esse motivo, é crucial que o procedimento seja feito por um médico especializado, em um ambiente que conte com os melhores equipamentos e procedimentos de segurança.
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Publicado por Lais







[...] descolamento de retina ocorre quando a retina se descola da coróide, camada extremamente rica em vasos sanguíneos e nutrientes, que também tem [...]
tenho ceratocone e utilizo lentes rigidas goataria de mais informaçoes sobre estas lentes