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  • 23
  • ago

Células tronco ajudam a estudar degeneração neurológica

Por Angela Arraya, em Bioética, Novas fronteiras médicas.

celula tronco 201x300 Células tronco ajudam a estudar degeneração neurológicaPesquisadores norte americanos do Instituto Sloan-Kettering, localizado em Nova York, acabam de anunciar na revista “Nature” que conseguiram utilizar células tronco “reprogramadas” para simular a disautonomia familiar, uma doença neurológica mortal que degenera os neurônios sensoriais e autônomos, muito comum em pessoas de origem judaica. O objetivo, que foi muito bem sucedido, era observar em laboratório o desenvolvimento da doença, e ainda testar remédios e drogas contra a mesma.

Estudar a evolução da disautonomia familiar e compreender seus mecanismos sempre foi um desafio para a Ciência, principalmente porque é uma doença que apresenta progressão muito rápida, prova disso é a dificuldade para encontrar portadores desta enfermidade com mais de 30 anos. Com a reprogramação celular, foi possível acompanhar a progressão do sistema nervoso dos próprios doentes, e o que é melhor, sem precisar descartar embriões humanos para obter as células-tronco, pois as mesmas foram conseguidas simplesmente adicionando alguns genes específicos numa célula qualquer.

Utilizando este método, os cientistas conseguiram obter neurônios também, e desta forma realizar a simulação para entender como a doença se processa. Todas as células utilizadas no experimento foram retiradas de crianças e adolescentes que sofrem de fato da doença, permitindo maior precisão aos testes.

Aproveitou-se a ocasião para testar alguns medicamentos contra a disautonomia familiar, como a cinetina, um tipo de hormônio vegetal que se mostrou capaz de bloquear a produção da proteína doente.

Este é um dos primeiros projetos envolvendo células tronco “éticas” a sair do papel. Muitos apontam que este tipo de experimento será a grande tendência do uso biomédico das células tronco, levando-se em conta que ainda é difícil controlar sua especialização, e que o transplante ainda não é totalmente seguro, envolvendo, inclusive, o risco de desenvolver-se tumores.

Em tempo – a disautonomia familiar, também conhecida como síndrome de Riler-Day, caracteriza-se como uma desordem do sistema nervoso cujos principais sintomas incluem insensibilidade à dor, ausência de lágrimas, sudorese extrema, falta de reflexos e das sensações de calor e frio, pressão baixa e pupilas fixas.



3 Comentários Publicado por Angela Arraya
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3 comentrios su "Células tronco ajudam a estudar degeneração neurológica"

  1. [...] O biofísico Sérgio Verjovski Almeida, da Universidade de São Paulo é um dos autores do trabalho que descobriu que no cordão umbilical existem células-tronco em grandes quantidades. E mais, elas servem para formar neurônios e tratar, num futuro próximo, lesões de medula e outros males, como, por exemplo, o mal de Parkinson. [...]

  2. [...] do Congresso – a emenda Dickey-Wicker – que proíbe usar dinheiro federal para produzir células-tronco embrionárias humanas. Em março deste ano, o presidente Barack Obama suspendeu as restrições ao [...]

  3. [...] documento atribui aos centros a responsabilidade por todas as técnicas relacionadas ao preparo das células-tronco, humanas e seus [...]


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