Celíaca, a doença da intolerância ao glúten
Hoje em dia os alimentos industrializados possuem obrigatoriamente em seu rótulo e bula os dizeres “Contém glúten” ou “Não contém glúten“. Essa foi uma conquista dos portadores de doença celíaca junto à Anvisa transformada na Lei 10.674 de 16/05/2003. A doença é uma intolerância permanente ao glúten, que se manifesta na infância entre o primeiro e o terceiro ano de vida, podendo seguir em qualquer idade, inclusive na adulta. Trata-se de uma doença do intestino delgado com maior ou menor atrofia das vilosidades da mucosa, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sai minerais e água.
As vilosidades são ondulações ou dobras microscópicas da camada que acarpeta internamente o intestino delgado (mucosa), que servem para aumentar a superfície de absorção e para sediar células com funções especializadas na digestão. Os médicos dizem que quando a mucosa sofre agressões de tipos variados, ocorre uma achatamento das dobras e uma diminuição da digestão e da absorção.
Isso acarreta em diarreia, emagrecimento, distensão abdominal, inchaço das pernas, anemia e outros sinais de desnutrução proteico-calórica. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos à base de glúten na sua composição ou no processo de fabricação como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, vodka, etc. O glúten é a principal proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte (subproduto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como comésticos e outros produtos não ingeríveis.
O diagnóstico é feito através de exames especilizados para avaliar a absorção da D.XILOSE e dosagem de gordura nas fezes, assim como dosagem de anticorpos antigliadina, antiendomíseo e antitranglutaminase, além de biópsia do intestino delgado (BID) para estabelecer o diagnóstico da doença celíaca, a qual, segundo os médicos, deve ser obtida, preferencialmente, da junção duodeno-jejunal. A prevenção da doença é tirar o glúten da alimentação. Aliás, os nutricionistas aconselham que não só os celíacos devem cortar o glúten da alimentação como também qualquer pessoa que esteja preocupada com a saúde. Eles dizem que o glúten é uma proteína elástica que ao ser consumido em grande quantidade pode formar uma massa viscosa que se adere às paredes intestinais, podendo fixar-se causando alteração na sua motilidade e função.
Um estudo publicado no jornal médico inglês The Lancet concluiu que o índice de mortes entre pacientes que sofrem da doença celíaca é duas vezes mais elevado do que no resto da população. A investigação demonstrou que a principal causa de morte nos doentes estudados era provocada pelo linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que está reconhecidamente relacionado com complicações a longo prazo provocads pela doença celíaca.
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Publicado por Conceicao Costa







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