Caxumba: vacina MMR previne a doença
O ator Reynaldo Gianecchini não deve ter tomado a vacina tríplice viral MMR (a sigla em inglês de Measer-sarampo; Mumps-caxumba; Rubella-rubéola) aos quinze meses de idade. Por isso, no início deste ano ele passou o carnaval em casa de molho por conta de uma caxumba. Ele deve ter tido um febrão danado, náuseas e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares (geralmente a parótida) e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. Tadinho dele.
A papeira, parotidite infecciosa, parotidite endêmica ou simplesmente caxumba além do aumento das glândulas salivares (que pode ser percebido no pescoço logo abaixo da orelha) podem ocorrer orquite (inflamação do testículo) em 20 a 30% dos casos em homens adultos, e nas mulheres ooforite (inflamação dos ovários). Aproximadamente um terço das infecções podem não apresentar aumento aparente das glândulas. Também pode haver meningite quase sempre sem sequelas. Quando há sequelas podem ocorrer diminuição da capacidade auditiva e esterilidade.
Paramyxoviridae, gênero paramyxovirus, é o nome do vírus causador da caxumba. A transmissão se dá por contato direto através de espirros e da salive de pessoas infectadas. Os sintomas podem surgir de 12 a 25 dias após o contato com a pessoa infectada. A transmissão do vírus varia de seis, sete dias antes das primeiras manifestações, até nove dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado ns urina até 14 dias após o início da doença. por isso, a pessoa com caxumba não deve ir à escola ou ao trabalho durante os nove dias após o início da doença.
A doença é severa com os adultos, e as estações com mais ocorrência de casos são o inverno e a primavera. Não há tratamento para o vírus; o próprio corpo resolve a infecção. Tem que fazer como o Gianecchini ficar em casa de molho em repouso. A doença ainda é comum na maioria dos países em desenvolvimento. Na maior parte do mundo, a incidência de caxumba varia entre 100 a 1.000 casos para cada 100 mil habitantes com surtos ou epidemias a cada dois a cinco anos.
Entre 2004 e 2007 ocorreram diversos surtos e epidemias de caxumba em países do continente americano Estados Unidos, Brasil, canadá, Europa Ocidental (Espanha, Reino Unido, Irlanda) e Europa Oriental (Ucrânia). No Brasil, em 2007 ocorreu um surto em Campinas (SP), principalmente entre estudantes universitários.
Comente!
Publicado por Conceicao Costa







Comente:
Comente su "Caxumba: vacina MMR previne a doença"