Carnaval e mortes por raios vêm acontecendo com frequência nos últimos anos
Atenção foliões! Um estudo, que reuniu pela primeira vez informações de diversos órgãos brasileiros, como Defesa Civil, IBGE, Ministério da Saúde e imprensa, mostra que nos últimos dez anos, em todo o Brasil, foram registradas 23 mortes por raios durante os quatro dias de carnaval. Além disso, os cinco dias que tiveram mais pessoas mortas (47) por raios na década foram próximas à data da folia, entre 16 e 20 fevereiro. O Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fez o levantamento inédito, é o pais que tem a maior incidência de raios no mundo.
A pesquisa, que engloba o perÃodo de 2000 a 2009, constata que 132 pessoas morrem, em média, por ano no Brasil atingidas por raios. O coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Inpe, Osmar Pinto Júnior, disse que a maior incidência de raios, no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, está centrada no verão, entre os meses de dezembro e fevereiro. De acordo com o estudo, os municÃpios que lideraram o ranking de mortes por raios entre 2000 e 2008 são: o Sudeste foi a região onde mais pessoas morreram, 29%; Manaus com 16 mortes; São Paulo 14 mortes; Campo Grande 8 mortes; Rio de Janeiro 8 mortes e BrasÃlia com 7 mortes.
O estudo revela que as atividades mais praticadas pelas vÃtimas quando atingidas por raios são os trabalhadores rurais (19%) que recolhiam animais ou trabalhavam em plantações com enxadas, pás e facões; pessoas que estavam próximas de meios de transportes (14%); que estavam dentro de casa (14% estavam ao telefone, descalça em casas com chão batido e próximas de antenas, lâmpadas, geladeiras, janelas e televisões) e 10% estavam em campo de futebol. De acordo com o pesquisador do Inpe, há ocorrência também de pessoas mortas quando estavam andando de moto, pois esse tipo de veÃculo atrai raios ou debaixo de pontos de ônibus que, segundo ele, são perigosos porque, além de serem abertos, o metal de suas estruturas atrai raios.
O número de mortes por descargas elétricas surpreendeu os cientistas; eles ressaltam que 90% desses casos poderiam ser evitados. Por isso, defendem uma campanha de esclarecimento junto à população, principalmente durante o carnaval. “SabÃamos que os levantamentos anuais que fazÃamos eram limitados porque não tÃnhamos acesso a informações de regiões mais remotas. Mas o número final nos surpreendeu”, conclui Osmar.
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Publicado por Conceicao Costa







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