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  • 18
  • fev

Cânceres, vários deles compartilham alterações genéticas

Por Conceicao Costa, em Câncer, Pesquisa e experimentação.

cancer 300x225 Cânceres, vários deles compartilham alterações genéticasUm estudo considerado inédito que começou em 2004 com o mapeamento das mutações genéticas em diferentes cânceres, é um novo caminho para a descoberta do gene do câncer. Pela primeira vez cientistas do Instituto Dana-Farber e do Instituto Broad nos Estados Unidos descobriram que alterações genéticas – como perda ou duplicação de DNA – que estimulam o crescimento de um tipo de câncer podem ser comuns em outros, totalmente diferentes. A pesquisa, publicada na revista “Nature”, sugere que o tratamento da doença terá como alvo as alterações genéticas, em vez de a origem dos tumores nos tecidos.

Para o patologista, Matthew Meyerson, um dos principais autores do trabalho e professor de patologia no Instituto do Câncer Dana-FarberMeyerson, em vez de a indústria farmacêutica concentrar-se em drogas que tratam um tipo específico de câncer, ela deve começar a focar em medicamentos que tenham como alvo as alterações genéticas responsáveis pelo crescimento do tumor. Isso, segundo o patologista, pode ampliar o número de drogas potentes contra a doença. No estudo com 26 diferentes formas da doença, os autores dizem que os mecanismos genéticos por trás desses tumores são compartilhados entre eles. Segundo os cientistas, a maioria das anomalias genéticas não são exclusivas de uma só forma de câncer, e elas são mais importantes do que o órgão no qual a doença aparece ainda no microscópio.

Durante a investigação, os cientistas se concentraram num tipo específico de alteração no código genético, no qual segmentos de genoma de tumor contém cópias extras de um pedaço de DNA ou perderam o segmento. Estas anomalias são conhecidas como SCNAs (sigla em inglês, alterações cópia-número somáticas). A maioria dos SCNAs não tem necessariamente papel significativo no crescimento do câncer, porém algumas são indicadores importantes. O desafio, segundo os cientistas, consiste em saber quais são elas. Para o estudo, cientistas usaram 2.500 amostras representando mais de duas dúzias de cânceres, incluindo pulmão, próstata, mama, ovários, intestino, esôfago, fígado, cérebro e câncer de sangue. Depois analisaram o DNA dessas amostras e combinaram suas informações, já disponíveis, de outras 600 amostras de tumores para montar um catálogo detalhado de SCNAs.



4 Comentários Publicado por Conceicao Costa
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4 comentàrios su "Cânceres, vários deles compartilham alterações genéticas"

  1. [...] que nele ocorrem; na biofísica para estufdar os fenômenos físicos produzidos no corpo e na genética para explicar a herança e a variabilidade das características [...]

  2. [...] corpo é cumulativo. Isso porque a repetida exposição à radiação em exames aumenta a chance de tumores. A coisa é tão grave que o CBR participa da campanha educativa “Image Gently“, criada [...]

  3. [...] cientistas estão desenvolvendo um teste genético capaz de apontar, entre os pacientes com câncer, quais responderão bem a determinados tratamentos e quais não apresentarão melhora alguma. O [...]

  4. [...] sem uso de remédios tóxicos, como quimioterápicos ou cirurgias, envelhecer e matar células do câncer com a desativação de um gene, o SKp2. A pesquisa, feita em camundongos e em estágio inicial em [...]


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