Câncer: teste sanguÃneo pode administrar tratamento
Fazer um teste sanguÃneo personalizado que pode dizer se, após o inÃcio do tratamento, o câncer de um paciente se difundiu ou recuou, ainda custa muito caro – cerca de US$ 5 mil -, mas o autor do estudo, Bert Vogelstein, ressalta que não há dúvidas de que, em alguns anos, este preço será dez vezes menor. “Depois, será ainda mais barato do que uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada“, diz o cientista. A expectativa dele é que o exame esteja disponÃvel para uma ampla margem de pacientes em cerca de dois anos. O funcionamento do teste foi explicado em um artigo publicado na revista americana “Science Translational Medicine“.
O teste, segundo Vogelstein que trabalha no Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade John Hopkins, pode facilitar a administração do tratamento de uma série de pacientes. Isso porque se submeter a um exame que pode identificar tumores no sangue poderia, de acordo com o estudo, ajudar os médicos a personalizar os tratamentos de câncer, oferecendo terapias mais agressivas par certos pacientes, enquanto poupa outros de quimioterapia e radioterapias desnecessárias. “Trata-se realmente de medicina personalizada. É um exame que deve ser elaborado de acordo com as necessidades de cada paciente”, diz.
Para os pesquisadores, os testes sanguÃneos podem ser usados em pacientes com câncer para descobrir tumores antes que elas cresçam o suficiente para serem notados em outros exames. para realizar o levantamento, eles recolheram seis conjuntos de tecido normal e canceroso de quatro pacientes com câncer colo-retal e dois com câncer de mama. Depois disso, eles mapearam o código genético de cada uma das amostras. Nas cancerÃgenas, os cientistas procuraram por áreas do genoma em que havia cópias extras de DNA ou cromossomos fundidos. Depois que eles identificaram a assinatura genética do tumor, o passo seguinte foi procurar, no sangue dos pacientes, vestÃgios de DNA liberados pelo tumor.
Tiveram sucesso em dois pacientes com câncer colo-retal. Eles foram submetidos a cirurgia para a remoção do tumor. Com o procedimento, o nÃvel de assinatura genética dos tumores caiu, mas logo voltou aos Ãndices normais. Os cientistas interpretaram esta mudança como um indÃcio de que o câncer permanecia no sangue dos pacientes. Uma nova cirurgia foi realizada e mais a quimioterapia, e os nÃveis de contaminação foram novamente reduzidos. Os cientistas já entraram com um pedido para patentear o teste de sangue.
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Publicado por Conceicao Costa







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