Câncer também pode ser tratado durante a gravidez
Apesar de raro, câncer também acomete gestantes. Exames preventivos podem evitar problema
A gestação é um período de alegria, planejamento e ansiedade para a família. Cuidar da saúde, ter um acompanhamento médico regular e não se esquecer dos exames de rotina são recomendações que todas as mulheres devem seguir, principalmente as que têm planos de engravidar, evitando assim possíveis problemas de saúde, como o câncer.
O diagnóstico de câncer na gravidez gera um importante impacto emocional em toda a família, pois é um problema muito delicado. “Muitas mulheres fazem seu primeiro papanicolau só no pré-natal daí acabam descobrindo algum problema que poderia ser tratado antes da gravidez”, alerta Dr. Rodolfo Gadia, oncologista clínico do Centro Oncológico do Triângulo – COT.
Os cânceres mais diagnosticados na gestação são os de mama, colo de útero e, mais raramente, linfomas, leucemias e o melanoma. Não é comum entre as mulheres, mas costuma acometer mais aquelas entre 30 e 35 anos. Independente da idade, o mais importante segundo o oncologista é o diagnóstico precoce. “O importante é a rápida identificação do nódulo suspeito na mama ou lesões no útero, pois tumores diagnosticados na fase inicial têm o mesmo prognóstico e chance de cura dos detectados em não grávidas”, explica.
Tratamento
O tratamento de gestantes com câncer deve ser cuidadoso, pois a mudança do metabolismo devido à gestação altera a forma como as drogas reagem no organismo. “A realização de cirurgia, quimioterapia ou ambas vai depender da idade gestacional e do estágio de cada tumor. A partir do segundo trimestre de gestação, as pacientes já podem receber alguns agentes quimioterápicos com segurança, pois os órgãos do feto já estão formados. Já a radioterapia deve ser evitada sempre que possível, porque é difícil conter a radiação e o bebê pode até nascer saudável, mas com sequelas que podem se manifestar até com 20 ou 25 anos depois”, explica Dr. Rodolfo Gadia.
Hoje já existem anestesias para a operação que podem ser usadas em pacientes grávidas com segurança e, no pré-natal e pós-operatório, para dor, pode-se usar uma vários analgésicos específicos, com exceção de antiinflamatórios não-esteroidais, pois podem atacar a placenta, rins e coração da gestante e do feto. Apesar dos avanços nos tratamentos para as gestantes, o médico recomenda: “a melhor forma de evitar a doença na gravidez ainda são os exames preventivos antes de entrar no período de gestação e o papanicolau e a ultrassonografia, caso o obstetra encontre alguma alteração no exame físico, devem ser realizados nas consultas iniciais do pré-natal”, finaliza.
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Publicado por Lais












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