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Câncer de intestino: nem tudo que sangra é hemorroida

Por Conceicao Costa, em Câncer.

câncer de intestinos 300x300 Câncer de intestino: nem tudo que sangra é hemorroidaQualquer alteração no ritmo intestinal como constipação, diarreia, anemia, sangue ou catarro nas fezes e emagrecimento são sintomas de que a pessoa pode estar com câncer de intestino. O maior fator de risco para esse tipo de câncer – que começa sempre com uma lesão benígna e vai evoluindo lentamente até transformar-se num tumor malígno – é a idade. Começa aos 40 anos e a cada década que passe dobra a possibilidade de desenvolver um câncer coloretal. Além disso, o fator hereditário também conta: pai, mãe, irmão, tio, avô que faleceram por causa de câncer no intestino aumentam as possibilidades de a pessoa também ter o câncer.

Além dos fatores genéticos, hereditários há também o fator genético ambiental: alimentação rica em gordura animal (sempre ela!), pobre em fibras e rica em corantes formam a incidência desse tipo de câncer. Corantes são fatores de risco porque liberam nitrosaminas no intestino, substâncias reconhecidamente cancerígenas. Atualmente as crianças têm ingerido quantidade enorme de corantes nos doces, balas, pirulitos. Atéo o algodão doce não é mais branco; agora é cor-de-rosa, verde, etc.

O intestino é dividido em intestino delgado (que faz a digestão e absorção de alimentos) e o intestino grosso (responsável pela absorção da água, armazenamento e eliminação dos resíduos da digestão) O câncer no intestino grosso é muito frequente. No Brasil, esse tipo de câncer está em quarto lugar entre os tumores mais frequentes no sexo masculino, atrás apenas do câncer de estômago, pulmão e próstata.

Segundo a médica Angelita Habr Gama, especialista em coloproctologia e gastrenterologia, é comum haver pessoas com sangramento intestinal por meses, às vezes anos, achar que têm problemas de hemorróidas quando na verdade, logo acima, no colo anal, existe um tumor de reto. “Nem tudo que sangra é hemorróida. Hemorróida sangra, mas câncer de intestino também. A direfrença entre um e outro é que o sangramento da hemorróida é um sangue vivo não misturado às fezes, e o câncer que, embora seja vivo, é misturado a elas”, diz a especialista.

Para detectar o problema é necessário fazer um exame de toque retal (permite examinar além do ânus e do reto, a próstata nos homens e o útero , colo de útero e vagina nas mulheres) além de um exame endoscópico que vai permitir atingir avaliar 20 centímetros do intestino grosso. Esse exame chama-se retossigmoido. A evacuação ideal deve ser diária e se carcteriza pelo bolo fecal consistente, sem ser duro, ou pétro nem líquido, uma vez que isso é ruim para a mucosa intestinal.

Quem tem intestino ressecado precisa comer um prato enorme de fibras. As mulheres são mais constipadas que os homens porque adoram comer docinhos, ricos em hidrato de carbono e, como têm preocupação com a silueta, ingerem quantidade menor de alimento e não bebem água. A atriz americana Farrah Fawcett morreu, este ano, de cãncer no intestino.



11 Comentários Publicado por Conceicao Costa
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11 comentrios su "Câncer de intestino: nem tudo que sangra é hemorroida"

  1. [...] fase adulta de um verme chamado taênia (taênia soliun e taênia saginata) quando este se aloja no intestino humano através da ingestão de derivados de porco e de boi mal cozidos que contenham cistos do [...]

  2. [...] A doença de Crohn é uma doença crônica inflamatória intestinal. Ela compromete todo o trato digestivo, da boca ao ânus. Advém de um processo inflamatório invasivo que acomete todas as camadas da parede intestinal: mucosa, submucosa, muscular e serosa. A doença é provocada pela desregulação do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo. No organismo normal, as células que fazem parte desse sistema, os linfócitos, assumem certo estado de vigilância e controlam o processo inflamatório. Na doença de Crohn, em virtude dessa função celular, que implica mediadores inflamatórios e imunidade adquirida, o processo inflamatório passa a ser intenso, provocando lesões no aparelho digestivo. [...]

  3. [...] quantidade de fibras a, que depois de ingerida provoca sensação de saciedade, e ainda ajuda o intestino a trabalhar melhor, não aumenta o colesterol e equilibra o organismo. O que os profissionais de [...]

  4. [...] estudo também avaliou a frequência de outros tipos de tumores como de estômago, intestino e pulmão, e foi constatado que a ocorrência desses tumores também não tem ligação com [...]

  5. [...] física e fezes aguadas com manchas de sangue. É causada por protozoário que invade o sistema gastrointestinal transportado por água ou comida [...]

  6. [...] a partir de um órgão abdominal infectado. Os mais comuns são as perfurações gástricas, intestinais, da vesícula biliar ou do apêndice. Nas mulheres sexualmente ativas, a doença inflamatória é [...]

  7. [...] e outros micro-organismos. A bacteria Escherichia coli, que está presente inofensivamente na flora intestinal, representa de 80% a 95% dos invasores no trato [...]

  8. [...] (parte final do intestino) que se distribui pelo abdômen formando uma espécie de U invertido. O intestino grosso é responsável pela absorção de água, armazenamento e eliminação dos resíduos da [...]

  9. [...] representanto mais de duas dúzias de cânceres, incluindo pulmão, próstata, mama, ovários, intestino, esôfago, fígado, cérebro e câncer de sangue. Depois analisaram o DNA dessas amostras e [...]

  10. [...] Os pesquisadores do Laboratório Europeu de Biologia Molecular conseguiram desvendar todos os genes das bactérias que existem no nosso intestino. O estudo, publicado na revista Nature, decifrou as sequências de DNA de milhares de genes das incontáveis bactérias que residem no intestino humano. Segundo a pesquisa, cerca de mil espécies de micróbios podem viver ali e cada ser humano carrega, em média, 160 espécies, sendo que a maioria é comum a diferentes tipos de pessoas. É por esse motivo que  Jeroen Raes, um dos autores do estudo, afirmou que nós não somos realmente humanos porque somos uma colônia ambulante de bactérias. A análise delas pode ajudar a prevenir doenças que vão de úlcera ao câncer. [...]

  11. [...] maioria das pessoas pode ingerir esses esporos sem problemas porque possíveis bactérias em nossos intestinos e sistemas imunológicos saudáveis elimam os esporros, mas os bebês ainda não possuem essas [...]


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