Calor do Rio acima dos 40 graus leva banhistas à praia durante a noite
Neste verão, a onda de calor que assola o Rio de Janeiro -vivemos o fevereiro mais quente dos últimos 50 anos – tem levado banhistas à praia durante a noite. Esse hábito pode se tornar frequente em outros verões porque, segundo estimativas dos cientistas, em 2050 ou em 2100, o Rio de Janeiro deve continuar lindo, e também insuportavelmente quente, com temperaturas oscilando entre 44 e 45 graus Celsius. Igual ao que vem acontecendo nos últimos dias, com temperaturas elevadas de até 41 graus Celsius e sensação térmica de 50 graus Celsius. De acordo com o climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Marengo, o calor atual do Rio é um fenômeno metereológico natural, mas se não fizermos nada para deter o aquecimento global, o calor destes dias no Rio possivelmente será comum em todos os verões daqui a cem anos, ou até menos, em caso de uma elevação global das temperaturas em dois ou até três graus Celsius.
Os cientistas dizem que o quadro atual funciona como uma amostra prévia de como será a cidade no futuro, já que são inegáveis as semelhanças com os efeitos previstos para o Rio num mundo no qual as temperaturas médias subam mais de 2 graus Celsius até o fim do século. Já tem até cientista criando, em laboratório, temperatura a 4 trilhões de graus Celsius. Isso é quente o suficiente para desintegrar a matéria e transformá-la em uma espécie de sopa que existiu milionésimos de segundo após a origem do universo.
A pesquisa que recria o calor que teria sucedido ao Big Bang foi realizada no laboratório de Brookhaven, em Nova York. Para se ter uma ideia do que aconteceu no laboratório, a temperatura do centro do Sol é de “apenas” 50 milhões de graus, o ferro derete a 1.800 graus e a temperatura média do universo é, hoje, 0,7 graus acima do zero absoluto. Estima-se que a pesquisa de Brookhaven ajudará os fÃsicos a entender como e por quê o universo foi formado. A reconstrução da temperatura foi possÃvel, segundo os cientistas, graças a um gigantesco acelerador de partÃculas, instalado pelo Departamento de Energia dos EUA no laboratório. O equipamento batia Ãons de ouro na produção de explosões ultra-quentes, que duravam apenas milésimos de segundo.
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Publicado por Conceicao Costa







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