Brasil é recorde na apreensão de remédios falsos

Trezentos e dezesseis toneladas de remédios falsos é o balanço de apreensões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal no Brasil, somente neste primeiro semestre do ano.
Dentre os medicamentos apreendidos, os produtos para tratamento de disfunção erétil, analgésicos e anti-inflamatórios são os de maior quantidade. Os remédios piratas, assim chamados os não aprovados pela Vigilância Sanitária, representam um risco grave para a saúde. E segundo os médicos, que são unânimes na afirmação, o paciente que ingere o remédio contrabandeado ou falso não está tratando a doença, ele pode ter a “sensação” de melhora ou pode ter uma reação adversa, como uma intoxicação. O produto falso, sem controle, pode conter substâncias agressivas sem estudo prévio ou estar contaminado, já que muitas vezes são manipulados em ambientes insalubres e inapropriados. Ao contrário de curar, uma cápsula falsa pode fazer com que a doença acelere e provoque infecções ou reações alérgicas.
A comercialização, inicialmente, feita por camelôs e via internet, chegou às farmácias, drogarias do país e em alguns estabelecimentos sem fiscalização, dificultando a ação dos órgãos fiscalizadores. Os remédios piratas também desembarcam no Brasil por via aérea, nos aeroportos, principalmente, pelo Aeroporto Internacional de São Paulo e o Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
Os consumidores podem identificar os medicamentos falsificados por meio da embalagem, verificar se no produto está impressa a data de validade, número do lote e nome do farmacêutico responsável.
A venda ou compra de remédios falsos no país é considerada crime hediondo e a pena prevista no código penal é de dez a quinze anos de cadeia para quem comercializa. A farmácia que for flagrada vendendo os produtos falsos ou com os medicamentos armazenados em estoque será interditada e o proprietário, além de responder criminalmente, será multado em até R$ 2 milhões.
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Publicado por Mondarto







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