Brasil desenvolve Kit de diagnóstico para gripe H1N1

O Ministério da Saúde lançou uma tecnologia brasileira para diagnosticar e identificar o vírus da Influenza A (H1N1), a conhecida gripe suína. Com o Kit Nacional para Diagnóstico da Influenza H1N1, o país tem capacidade de produzir os reagentes biomoleculares utilizados nos laboratórios para detectar a doença e se tornar mais independente do mercado internacional. O kit será fabricado por um consórcio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Laboratório de Bio-manguinhos e do Instituto Carlos Chagas; o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O investimento do governo federal no projeto foi de R$ 3,36 milhões.
Segundo o Ministério da Saúde, o produto brasileiro é mais eficiente, mais barato e permite trabalhar no diagnóstico de outras doenças. A tecnologia possibilitará o Brasil de aumentar sua capacidade e passará a produzir 80 mil testes por mês para o diagnóstico de Influenza H1N1, o suficiente para atender a demanda nacional.
Durante a primeira onda da pandemia, entre abril e dezembro do ano passado, foram realizados 73.121 testes no país, mas a expectativa do órgão é que este ano o número de casos graves e mortes suspeitas pela doença diminuam, devido à Campanha Nacional de Vacinação realizada desde março de 2010. O exame é indicado para pacientes internados com suspeita de gripe pandêmica, em casos de surtos em comunidades fechadas e para investigar óbito.
O teste brasileiro é cerca de 60% mais barato que os insumos importados. O material produzido em outros países custa entre R$ 100 e R$ 150, enquanto o kit nacional custa R$ 45, aproximadamente. Além disso, a tecnologia desenvolvida no país representa uma novidade e um avanço em relação ao diagnóstico fabricado no exterior. Ele apresenta característica que tornam o teste ainda mais confiável e mais rápido. O tempo de análise é reduzido pela metade: passa de 8h para 4h.
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Publicado por Mondarto







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